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	<title>Lupa Digital</title>
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	<description>Revista Digital da Faculdade de Comunicação - UFBA</description>
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		<title>Super Star: Ace Striker! Para ser jogador e desenhista profissional é preciso batalhar!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 16:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés  Costa Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Circo Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Meio e Mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre velloso]]></category>
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		<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva Alexandre Velloso, autor, desenhista, arte-finalista e maior entusiasta do projeto "Super Star: Ace Striker" – mangá que aborda o sonho de garotos de se tornarem jogadores de futebol -, fala sobre o seu mangá e disponível na internet, totalmente nacional e sem apoio financeiro de ninguém.
Todavia, apesar de fazer com apenas a satisfação de ter seu projeto visto e reconhecido, Velloso espera conseguir apoio para publicar as próximas edições, caso contrário, seu mangá, assim como muitos outros projetos nacionais, pode deixar de ser publicado. Por isso, para este ex-futuro-jogador , é preciso arriscar enquanto se tem chances para.
...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5576" title="super_star_ace_striker_para_lupa" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/06/super_star_ace_striker_para_lupa.png" alt="super_star_ace_striker_para_lupa" width="609" height="205" /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em>Por Moisés Costa Pinto</em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em entrevista exclusiva Alexandre Velloso, autor, desenhista, arte-finalista e maior entusiasta do projeto<a href="http://www.superstar.thementes.com.br/" target="_blank"> &#8220;Super Star: Ace Striker&#8221;</a> – mangá que aborda o sonho de garotos de se tornarem jogadores de futebol -, fala sobre o seu mangá e disponível na internet, totalmente nacional e sem apoio financeiro de ninguém.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Todavia, apesar de fazer com apenas a satisfação de ter seu projeto visto e reconhecido, Velloso espera conseguir apoio para publicar as próximas edições, caso contrário, seu mangá, assim como muitos outros projetos nacionais, pode deixar de ser publicado. Por isso, para este ex-futuro-jogador , é preciso arriscar enquanto se tem chances para.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Lupa</strong> &#8211; Conte um pouco sobre o Alexandre Velloso!</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Alexandre Velloso</strong> &#8211; Tenho 28 anos, trabalho com Animação e Ilustração há 10 anos (aproximadamente). Nesse tempo, muito dele passei animando, mas sempre trabalhando para empresas como Freelancer, e me tornei desenhista para viver de algo que eu pudesse criar, então resolvi abandonar isso e tentar criar meu quadrinho, que foi meu sonho inicial. Poderia ter realizado isso com o Tinco, que foi um personagem criado por mim e pelo Sérgio Castelo Branco, onde fez parte de uma animação muito conhecida, mas não é exatamente esse estilo que gostaria de trabalhar.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Enfim, fiz uma escolha arriscada e que pode não dar certo, mas prefiro arriscar enquanto posso, certo?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<div id="attachment_5580" class="wp-caption alignleft" style="width: 270px"><img class="size-full wp-image-5580" title="• Super Star • Ace Striker - para lupa" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/06/•-Super-Star-•-Ace-Striker-para-lupa.png" alt="• Super Star • Ace Striker - para lupa" width="260" height="318" /><p class="wp-caption-text">Bruno Sabadini: personagem principal de &quot;Super Star: Ace striker&quot;</p></div>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L </strong>- Como você teve a ideia de criar o mangá “Super Star”, foi dormindo, tomando banho de praia ou num campinho de futebol?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV</strong> &#8211; Na verdade, eu já vinha querendo trabalhar com o tema &#8216;esporte&#8217;, mas pensava muito em usar o Boxe. Como não sou muito entendido no boxe, tendo mais conhecimento pelas séries que vejo, seria difícil criar algo diferente delas, então pensei em optar pelo futebol, que é algo que vivi durante um bom tempo e tenho conhecimento para desenvolver sobre. Não foi uma ideia que caiu do céu, digamos, ela só veio amadurecendo com o tempo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L </strong>- Os personagens são inspirados em jogadores que você admira? Quais seu ídolos no futebol?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> Na verdade, me inspiro não só em jogadores, mas em personagens de outras séries, também, além de alguns personagens serem meus amigos na vida real.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Meus ídolos no futebol são: Maradona, Roberto Baggio, Romário, Ronaldo, Zidane, Messi, Kaká.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> Como você se inspirar para desenhar aquelas cenas, com movimentos corporais complicadas, que tem no mangá?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> A inspiração, se é que podemos dizer assim, vem de outros mangás, filmes, jogos&#8230;é muito difícil inovar nesse sentido, ou sempre criar cenas/ângulos diferentes, além disso, ainda tenho muito o que aprender, então é um desafio a cada página.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> O seu mangá é muito bem produzindo, quer dizer, dá para ver de longe que demanda muito trabalho. Você recebe o apoio de algum patrocínio para continuar levando à diante as histórias de Bruno Sabadini, no mundo do futebol?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> O trabalho é grande, mesmo. Não recebo apoio nenhum, mas não fui atrás, também. A ideia é que vire um trabalho, e já começo a tentar fazer isso se realizar, mas sei que as chances são pequenas e que também não posso ficar levando adiante algo que não me rende.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Se eu conseguir, perfeito. Se não conseguir, terei que abandonar dentro de alguns meses.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><img class="alignleft size-full wp-image-5581" title="• Super Star • Ace Striker - para lupa 2" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/06/•-Super-Star-•-Ace-Striker-para-lupa-2.png" alt="• Super Star • Ace Striker - para lupa 2" width="568" height="311" /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong> </strong><strong>L -</strong> Você acha que falta incentivo, investimento, no Brasil para se manter as boas ideias em produção de Hqs e Mangás vivas?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV </strong>- Olha, acho que essa culpa é de ambos: Editora e Desenhistas/Roteiristas. Falta o apoio, a aposta no brasileiro, mas também faltam bons profissionais. É mais fácil para as editoras</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">comprarem tudo pronto lá de fora do que investir aqui dentro, em algo que não seja certo. E nós não temos o mesmo preparo que os estrangeiros que dominam essa área.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Já vi editora tendo que cancelar um mangá depois da primeira edição porque o desenhista teve problemas pessoais. Ou seja, quando se aposta, dá errado.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Temos muito o que aprender, tanto nós desenhistas/roteiristas, quanto as editoras e alguns editores que prezam pela falta de educação.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L &#8211; </strong>Você tem ideia de quantos pessoas acessaram e baixaram os capítulos de “Super Star”?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> A ideia exata eu não tenho, mas tenho uma noção pelo número de visitas no site quando surge um novo capítulo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Hoje, o site tem uma média de 800/1.000 visitas em dia de atualização de capítulo. O recorde foi 2.000 em um dia, tendo o mesmo número no dia seguinte. Isso varia, dependendo de onde o mangá é divulgado, já que eu não faço muita propaganda. Me sinto estranho falando do meu próprio trabalho, então prefiro que os que possam curtir, façam esse papel, com isso o crédito é maior para a divulgação, já que não é um trabalho da pessoa.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Mas ainda é pouco, se pensarmos que a ideia é tornar Super Star um mangá rentável.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L &#8211; </strong>Você espera que a série tivesse a repercussão que tomou?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV </strong>- Eu esperava um pouco, mas nós somos sempre surpreendidos quando as pessoas repercutem algo que fazemos. Cada um enxerga de uma forma, e os mais empolgados mandam ótimos emails falando sobre o mangá, e isso, por mais que estejamos preparados, sempre nos pega de surpresa,</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">além de motivar muito! Me sinto feliz com o resultado que alcancei e espero conseguir levar adiante, pois acredito muito na história e as opiniões das pessoas me fazem crer ainda mais!</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> E agora, o que você esperar da série?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> Espero que ela vá adiante, sem dúvidas! Pois, se ela for, quer dizer que ela estará me rendendo, caso contrário, estaria cancelada! (Risos)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> Dá para contar o que terá daqui pra frente no futuro futebolístico de Bruno e seus amigos?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV &#8211; </strong>Bom, se tudo correr bem, o Bruno seguirá pelo futebol durante anos, assim como os personagens que apareceram até o momento, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Bruno não passará no teste e jogará pelo Juventus da Mooca, junto com Vitor, que também será reprovado. Matheus jogará pelo Corinthians, pois também não passará no teste. Gabriel (Massaro), Yuri e Rafael serão aprovados e farão parte do time do São Paulo. Isso fará com que aconteça uma forte rivalidade entre eles, inclusive entre Bruno e Massaro, que passarão a ser &#8220;inimigos&#8221; por um tempo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Alguns anos depois, muitos irão para a seleção sub e depois, para a seleção principal. Resumindo, é por aí.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> Você já quis ser jogador de futebol profissional?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV -</strong> Já. Inclusive cheguei a jogar por uns 3 anos futebol de salão como federado, mas acabei não indo muito longe na minha curta carreira e desisti. Quando entramos na adolescência, nossas prioridades mudam um pouco, se é que me entende. (Risos)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>L -</strong> Para qual time o Alexandre Velloso torce?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>AV &#8211; </strong>Torço para o São Paulo.</p>
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		<title>Motociclistas são os mais prejudicados em acidentes de trânsito</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 12:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés  Costa Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[ 


Por Tiago Lemos
Um motociclista morreu no dia 06/5, após ter batido contra um poste na região do Iguatemi. Fatos como esse ocorrem com freqüência, já que os motociclistas são uma das principais vítimas nos acidentes de trânsito. A Assessoria de Comunicação da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) informou que entre 2008 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"><img title="batida-carromoto-005" src="../wp-content/uploads/2010/06/batida-carromoto-005.jpg" alt="batida-carromoto-005" width="599" height="200" /></span></strong></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;">
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><strong><em>Por Tiago Lemos</em></strong></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';">Um motociclista morreu no dia 06/5, após ter batido contra um poste na região do Iguatemi. Fatos como esse ocorrem com freqüência, já que os motociclistas são uma das principais vítimas nos acidentes de trânsito. A Assessoria de Comunicação da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) informou que entre 2008 e 2009, ocorreram 8.276 acidentes envolvendo motociclistas em Salvador, com 6.961 feridos e 127 mortos.</span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';">O número cada vez maior de veículos automotores e conseqüentemente de motos circulando por Salvador é um dos fatores determinantes para esse problema. Segundo a Transalvador, a frota de motos, de 2005 a 2009, cresceu cerca de 90%. </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';">“Direção agressiva”</span></strong></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';">Existe um problema na relação entre quem pilota automóveis e motocicletas. A direção defensiva, que é tão idealizada nas auto-escolas, acaba sendo esquecida, na maioria dos casos, quando motoristas e motociclistas se encontram no trânsito. Estes não podem contar com muitos equipamentos de proteção, tendo como únicas alternativas o uso do capacete e de roupas grossas, e sofrem as piores conseqüências quando se envolvem em acidentes. </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman';">João Santos, 22, pilota sua Honda CG 150 desde que adquiriu sua carteira de habilitação e aponta a calma de cada indivíduo no trânsito como fator fundamental para diminuir esse problema. “Os motoristas precisam ter tranqüilidade nas ruas, governo e prefeitura não podem fazer nada se as pessoas não se conscientizarem”, afirmou Santos. Para Carlos Conceição, 48, que possui um Gol, esses problemas só serão resolvidos quando motoristas e motociclistas se respeitarem. Para isso, o motorista afirma que é necessário a criação de políticas para educar a todos no trânsito.<span> </span><span><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entenda como o iPad pode ficar fora do Brasil</title>
		<link>http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/06/entenda-como-o-ipad-pode-ficar-fora-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 12:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés  Costa Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio e Mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[“Este é um produto que eu aguardo há 20 anos”, revela o Professor universitário André Holanda, que adquiriu um “iPad” da americana Apple, recentemente. O tablet causou furor ao redor do mundo e fez o mercado de tecnologia repensar suas perspectivas para os próximos anos, entretanto, o produto pode ficar longe do consumidor brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5564" title="no i" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/06/no-i.jpg" alt="no i" width="598" height="200" /></p>
<p style="text-align: justify;">“Este é um produto que eu aguardo há 20 anos”, revela o Professor universitário André Holanda, que adquiriu um “iPad” da americana Apple, recentemente. O tablet causou furor ao redor do mundo e fez o mercado de tecnologia repensar suas perspectivas para os próximos anos, entretanto, o produto pode ficar longe do consumidor brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, o produto corre o risco de não ser comercializado no Brasil. O motivo? Problemas com a marca “iPad”, já registrada no país pela Transform Tecnologia, uma empresa nacional. A companhia trabalha com produtos da área médica-cardiológica, equipamentos para área veterinária e Informática. E o Diretor Presidente da Transform, Mário Michellett, em entrevista exclusiva para a Lupa, revelou que a empresa havia pedido a patente da marca “ipad” há três anos, mas que somente em dezembro de 2009 teve sua solicitação aprovada pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O produto patenteado pela Transform Tecnologia é um desfibrilador automático, denominado de “IPAD FAST”. “Para a Transform, “IPAD”, significa : &#8220;intelligent Public Acesss Defibrilator&#8221; ou seja &#8221; Desfibrilador Inteligente de Acesso Publico&#8221;”, afirma Michellett.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_5539" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-5539" title="ipad" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/ipad.jpg" alt="Michellet: &quot;Esse desfibrilador foi desenvolvido para que pessoas menos preparadas possam fazer uso. Portanto é um desfibrilador inteligente e que interage com quem esta socorrendo, emitindo várias instruções &quot;falando em português&quot;&quot;. " width="230" height="346" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Michellet: &#8220;Esse desfibrilador foi desenvolvido para que pessoas menos preparadas possam fazer uso. Portanto é um desfibrilador inteligente e que interage com quem esta socorrendo, emitindo várias instruções &#8220;falando em português&#8221;". </dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Para Pedro Zambarba<strong> ,</strong> especialista em produtos da Apple e colaborador do portal PontoMac, não há nenhum outro problema com o produto da Apple, fora a sua identidade. “A Apple pode simplesmente optar por não lançar um produto que não tenha o nome original, o que realmente ocasionaria um problema”, opina. Outro motivo de preocupação para Pedro Zambarba é a falta de qualidade dos concorrentes do “iPad” que devem se estabelecer no mercado Brasileiro, nos próximos meses, por causa deste problema. “Mas, a falta de um gadget feito pela equipe de Steve Jobs pode nos impedir de ter uma experiência com tecnologia de ponta”, completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Pedro Zambarba, a Apple tem uma alternativa que não passa necessariamente por tirar os direitos do proprietário no Brasil, mas negociar um uso parcial da marca. Contudo, segundo Mário Michellett só há duas formas da Apple fazer uso de nossa marca “ipad” no Brasil. “Uma seria adquirindo a Transform e ai a Apple teria direito de todas as marcas e patentes da empresa, outra seria a Transform cancelar o registro da marca iPad e ai sim, a Apple poderia providenciar um novo registro da marca”, revela. Coisa que muito provavelmente não deve acontecer, haja vista a Transform ter direito a marca por 10 anos, a contar da data da aprovação oficial, ou seja, a partir de 2009. Além do mais, a empresa tem a preferência na renovação da patente do produto por igual período. “Sim, a Transform pretende renovar a patente quando for o momento certo”, revela Michellet.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o Professor André Holanda não acha que este seja um grande problema para quem realmente quer contar com o “iPad” da Apple. “Trágico não seria, até porque é mais barato comprar no exterior do que aqui”, revela.</p>
<p style="text-align: justify;">Satisfação com o iPad – Para André Holanda, a satisfação do usuário, com o tablet, depende da adequação às suas necessidades. “Para alunos e professores, para quem quer mobilidade para ler ou navegar na internet deitado no sofá da sala é perfeito”, revela. Pedro Zambarba coaduna com o que pensa Holanda e conta que na empresa em que trabalha, “o iPad é um excelente aparelho para conectar e verificar páginas na web rapidamente, além de compartilhar vídeos com colegas sem depender de um micro”.Todavia, André Holanda pondera, com sua experiência de usuário, que para digitar textos no “iPad” é complicado e para guardar arquivos é mais lento do que o pen-drive. Holanda crê que o “iPad” é mais um dispositivo que não vem para substituir os computadores de mesa e notebooks. “Como sempre é a necessidade e o desejo do comprador que definem a utilidade do aparelho”, sentencia.</p>
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		<title>A casa vermelha na Ladeira da Vila América</title>
		<link>http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/a-casa-vermelha-na-ladeira-da-vila-america/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 13:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cubo Mágico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Pierre Fatumbi Verger comprou uma casa na Bahia. Escolheu viver no bairro da Vasco da Gama, em uma casinha vermelha, com um bambuzal à frente e um quintal que guarda até hoje as plantas trazidas de suas viagens]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><img class="aligncenter size-full wp-image-5566" title="VergerFundo" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/VergerFundo1.jpg" alt="VergerFundo" width="600" height="200" /></h3>
<h3>Por Renata Vidal</h3>
<p>Foto: Isaac Damasceno</p>
<p>‘‘Comecei a viajar, não tanto pelo desejo de fazer pesquisas etnográficas ou reportagens, mas por necessidade de distanciar-me, de libertar-me e escapar do meio em que tinha vivido até então, cujos preconceitos e regras de conduta não me tornavam feliz. Nele me tinham ensinado que havia duas categorias de pessoas. Aquelas cuja amizade era desejável cultivar, pois representavam um capital ‘relação’ e aquelas cujo convívio e ligações deviam ser desencorajados, devido ao pouco proveito moral ou material que delas se podia esperar’’. É assim que Pierre Verger explica, em seu livro <strong><em>50 anos de fotografi</em></strong><em>a</em>, sua única publicação a conter escritos autobiográficos, as razões que lhe fizeram correr o mundo.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Verger">Pierre Edouard Leopold Verger</a>, era francês, vindo de um mundo que dividia as pessoas de acordo com seus cartões de visita. Reconheciam-se como pessoas respeitáveis quem os possuía gravados em relevo, e eram considerados cidadãos de segunda classe aqueles cujos cartões fossem somente impressos. No ano de 1932 ele deixou seu país e começou a buscar uma forma de viver diferente da experimentada até então, na qual mais importava o status das pessoas e seus bens materiais do que quem elas eram ou o que tinham para ensinar.</p>
<h3><a rel="attachment wp-att-5553" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/a-casa-vermelha-na-ladeira-da-vila-america/casa_vermelha_renata_vidal/"><img class="alignleft" title="Casa_vermelha_Renata_Vidal" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/Casa_vermelha_Renata_Vidal.JPG" alt="Casa_vermelha_Renata_Vidal" width="320" height="320" /></a></h3>
<p>Foi essa razão que o levou até a Rússia comunista em outubro de 1932, quando se comemorava o aniversário de 50 anos da revolução, mas concluiu que viver de maneira a contradizer o ideal da sociedade burguesa era da mesma forma deixar que ela determinasse como deveria ser sua vida. Era exatamente isso o que ele não queria.</p>
<p>Seguiu viajando. Viagens, para ele, eram uma busca. Procurou por lugares como, Tahiti, EUA, Japão, China, Itália, Espanha, África, Paris, Londres, Antilhas, México, Filipinas, Indochina, Roma, Guatemala, Equador, Argentina, Peru, Bolívia, Paramaribo, Haiti, Cuba e Brasil nas décadas de 1930 e 1940, em muitos outros lugares em outras ocasiões. Nunca soube o que buscava, mas sabia o que não queria encontrar.</p>
<p>Fez,durante sua vida, amizade com os que possuíam cartões de visitas impressos e com muitos que não possuíam cartão algum. Confirmou, assim, como nem todas as pessoas respeitáveis que conheceu eram dignas e como muitos dos chamados “cidadãos de segunda classe” mereciam não só o seu respeito, mas a sua amizade.</p>
<p><strong>Jubiabá</strong></p>
<p>No dia 13 de abril de 1946, Verger chegou na cidade brasileira de Corumbá, vindo da Bolívia. De lá, partiu de navio até Nova Esperança, onde pegou um trem rumo a São Paulo. Nessa cidade encontrou seu amigo, o sociólogo francês Roger Bastide, que lhe contou de sua viagem a Bahia, destino final de Verger no Brasil, e da influência africana no estado. Mas, na realidade, a primeira vez em que ele tomara conhecimento da existência do lugar foi através da leitura de uma tradução francesa do romance Jubiabá, de seu futuro amigo, Jorge Amado.</p>
<p>Antes de poder seguir viagem, teve que legalizar sua situação como estrangeiro residente no país. Para isso, precisava comprovar que tinha um emprego. A solução surgiu graças a um contrato com a revista O Cruzeiro, para a qual iria mandar reportagens desde a Bahia.</p>
<p>‘‘Fui seduzido na Bahia pela presença de numerosos descendentes de africanos e por sua influência sobre a vida cotidiana desse lugar. Minha atenção era tão monopolizada por eles e pelos mulatos que, durante muito tempo, nem sonhava em apontar minha Rolleiflex em direção de pessoas de cores mais anêmicas.’’ Foi esse encantamento pela cultura negra, tanto no Brasil quanto na África, que o fez se aprofundar em estudos sobre esse tema. O fotógrafo que capturou imagens das culturas e lugares mais diversos ficou mais conhecido pelas fotos que fez dos negros brasileiros e africanos. Ele era também um pesquisador que, sem formação acadêmica, tornou-se etnógrafo devido ao seu enorme conhecimento sobre a cultura afro. Foi o seu interesse e familiaridade com candomblé a razão de se tornar pesquisador. Ganhou uma bolsa e em 1948 foi para a África desenvolver trabalhos de pesquisa para o IFAN (Instituto Francês da África Negra) que não se contentava apenas com suas fotos, mas lhe pedia também textos. E assim começou a escrever sobre tudo que tinha aprendido ao longo de suas viagens.</p>
<p>Pierre Fatumbi Verger já não era o mesmo homem que havia saído da França em 1932. Fatumbi significa ‘‘nascido de novo graças ao Ifá’’. Em texto de 1983, publicado pela revista Afro-Ásia, número 14, da Universidade Federal da Bahia, ele afirma: ‘‘Ifá, sistema de adivinhação dos iorubás, praticado pelos babalaôs (pai-do-segredo) que transmitem de geração em geração um enorme ‘‘corpus’’ de histórias tradicionais, classificadas nos duzentos e cinqüenta e seis odu ou sinais do Ifá’’.</p>
<p>Na Bahia, ele se tornou filho espiritual de Mãe Senhora, do terreiro do Opô Afonjá, que consagrou sua cabeça ao orixá Xangô. Mais tarde, na África, se tornou babalaô e, tempos depois, recebeu também de Mãe Senhora o título de Oju oba, ou olhos do rei, e o fez Obá de Xangô ou ministro de Xangô, acumulando, assim, sobre a cultura negra, além do conhecimento obtido através de pesquisas, o conhecimento de alguém que faz parte de sua religião.</p>
<p><strong>Uma casa</strong></p>
<p>Verger comprou uma casa na Bahia. Escolheu viver na Ladeira da Vila América no bairro da Vasco da Gama, em uma casinha vermelha, com um bambuzal à frente e um quintal que guarda até hoje as plantas trazidas de suas viagens, formando uma mancha verde em um lugar em que as casas, muito perto umas das outras, só permitem a presença de umas poucas e esparsas árvores. Por fim, suas viagens passaram a ser predominantemente entra a África e o Brasil.</p>
<p>Parou de fotografar nos anos 70, quando fez suas últimas viagens à África. Seu interesse voltou-se então para a preservação do material que havia acumulado durante todos os seus anos de pesquisa. 62 mil negativos fotográficos, somados a livros, artigos, gravações sonoras, filmes, documentos, correspondência, manuscritos e objetos. Por isso, em 1988, ele cria a Fundação Pierre Verger (<a href="http://www.pierreverger.org.br/">FPV</a>).</p>
<p>Antes mesmo da criação da FPV, o fotógrafo já tinha se rodeado de alguns colaboradores que acabaram por se tornar uma família que se mantinha unida em torno de sua figura. O primeiro a chegar foi Carlos Pereira dos Santos, no fim de 1987, que o procurou primeiramente para saber verdades e esclarecimentos sobre Xangô, mas acabou descobrindo muito mais coisas. Negrizu, como Carlos é mais conhecido, fez por merecer a confiança de Verger e assim começou a trabalhar para ele, a princípio levando e trazendo documentos da editora Corrupio, a responsável pela edição dos livros de Verger no Brasil. Ajudava-o com o que fosse preciso e, com o passar do tempo, tornou-se o responsável por seu arquivo fotográfico. É capaz de reconhecer cada foto, mas a sua preferida é a Adjaweré, tirada em Abomé no Benin, símbolo da exposição ‘‘O olhar viajante de Pierre Fatumbi Verger’’ que celebrou os 100 anos da chegada do pesquisador à Bahia.</p>
<p>Negrizu é dançarino e coreógrafo. Originário dos afoxés, é atualmente professor de dança afro no Espaço Cultural que existe em anexo à fundação. Conta que o trabalho e a amizade com o pesquisador influenciaram sua vida e a forma como encara sua arte. ‘‘Ele me fez ver a África como a África é’’.</p>
<p>Admirador da dança do seu povo, Negrizu nunca quis fazer dança folclórica, o que mais havia quando se tratava de dança negra, queria fazê-la do seu jeito, mesclando com dança moderna criando algo diferente do que se via até então. Aprendeu com Verger muita coisa que mudou sua forma de viver. Foi graças a ele que pôde viajar à África, e se tornou um artista mais pé no chão. ‘‘Ele me mostrou que o homem é (primeiramente) o ser humano depois é que vêm as outras funções.’’</p>
<p>A segunda a chegar foi Dione de Araújo Baradel. Sua presença na casa de Verger, assim como a de Negrizú e dos outros que ainda viriam, nos fazem pensar se todos não teríamos destinos previamente traçados. Seu irmão era professor na <a href="http://www.aliancafrancesa.com.br/">Aliança Francesa</a> e soube que o pesquisador estava precisando de alguém para ajudá-lo a datilografar anotações. Quando começou a trabalhar, há 17 anos no fim de novembro, Dione era estudante de nutrição e não imaginava que ficaria por tanto tempo. ‘‘ Sempre que eu pensava em ir embora ele dava um jeito pra eu ficar.’’</p>
<p>Atualmente ela é superintendente da fundação, e já não é ali, como antes, a presença mais jovem. Ao falar do fotógrafo, se emociona e quase chora, revelando como é especial para todos ali tê-lo conhecido e fazer parte hoje do grupo que preserva seu trabalho e sua memória. ‘‘Vir para cá (para a FPV) foi um acaso, mas continuar não foi um acaso. Pode parecer presunção, mas eu sinto como se Verger tivesse me escolhido’’ afirma Dione. O mesmo tipo de acaso pareceu se repetir quando Jorge Antonio Ribeiro, vizinho de Verger desde menino, tornou-se também parte da família que iria acompanhar o pesquisador até a sua morte.</p>
<p><strong>Mangas roubadas</strong></p>
<p>Quando pequeno, Jorge roubava mangas no quintal do pesquisador com seus amigos. A presença das pessoas que sempre o procuravam atraia a curiosidade dos meninos do bairro. Apareciam sempre reis, presidentes e ministros, muitos falando línguas estranhas, amigos ilustres como o escritor Jorge Amado, o artista plástico Caribé e o compositor Dorival Caymmi, além dos muitos pesquisadores desconhecidos. Verger estava disponível para todos. Conversar com ele dependia apenas de seu humor. Jorge começou a estudar francês, não por influencia de Verger, que teria preferido que ele aprendesse línguas africanas, mas por sua própria vontade.</p>
<p>Atualmente, ele trabalha na Galeria Fundação Pierre Verger, localizada no Portal da Misericórdia no Centro Histórico. Um lugar criado em 5 de setembro de 2003 para melhor divulgar as obras do fotógrafo, e que abriga exposições renovadas a cada trimestre. Jorge foi o primeiro responsável pelos livros que formariam a biblioteca da fundação, já que as bibliotecárias só chegariam em 1992.</p>
<p><strong>Batas e saias brancas</strong></p>
<p>A atual bibliotecária, Luiza Inah de Almeida Vidal, substituiu a primeira que chegou à FPV e que só permaneceu por três meses sem conseguir ganhar a simpatia do fotógrafo. Ela lembra de haver se surpreendido ao conhecer Verger. ‘‘Ele era um velhinho bonitinho que vestia sempre batas e saias brancas com detalhes azul.’’ A princípio lhe pareceu que também não havia agradado muito o pesquisador, mas o tempo mostrou que, assim como os outros, ela também se tornaria sua amiga. Hoje só ouvir falar no fotógrafo a faz se emocionar.</p>
<p>Antes de Luiza, chegou à FPV Ângela Elisabete Lüning. Ângela é alemã e tinha acabado de se formar em música quando veio ao Brasil visitar amigos, se interessou pela musicalidade do candomblé e acabou conhecendo Verger na roça do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Balbino_de_Xang%C3%B4">pai de santo Balbino Daniel de Paula</a>, em Lauro de Freitas, onde ficou um ano pesquisando.</p>
<p>Voltou para seu país e começou a estudar antropologia. Correspondia-se com o pesquisador por cartas e quando retornou ao Brasil a fundação havia sido criada há apenas alguns dias. Desde então ela faz parte da instituição. É professora de etno-musicologia na Universidade Federal e diretora secretária da FPV e foi a idealizadora do Espaço Cultural, que começou a partir de oficinas ministradas na fundação em 2002 e que, em 2005, começou a funcionar em um espaço anexo a casa do fotógrafo.</p>
<p>A idéia de criar esse espaço surgiu durante as comemorações do centenário de Verger, quando se percebeu que a comunidade vizinha à fundação não a conhecia e que ela não fazia nada no sentido de servi-los. A biblioteca, por exemplo, era sempre visitada por crianças do bairro que procuravam uma fonte de pesquisa para trabalhos escolares, mas nenhum dos vários livros que eles tinham serviam para pesquisas infantis, principalmente porque vários deles não estão escritos em português. ‘‘As pessoas (os moradores vizinhos da fundação) viam aquela casa vermelha e diziam que era uma escola’’ afirma Dona Margarida Francisca da Silva, moradora do bairro e atualmente funcionária da FPV.</p>
<p>Atualmente, o espaço conta com uma biblioteca voltada para as necessidades da comunidade, quartos para abrigar pesquisadores de fora, sala de informática, estúdio de audiovisual e várias oficinas, como, teatro, fotografia, dança afro e capoeira. Recentemente foi implantado um curso pré-vestibular. Sua manutenção se dá através de parcerias, voluntariado e da participação em projetos do Ministério da Cultura, como o <a href="http://www.idsbemcomum.org.br/ponto/noticia03.html">Ação Griô</a>, que fornece material e pessoal para trabalhar com as crianças, ensinando-as sobre a cultura popular.</p>
<p>Uma das pessoas mais interessantes da FPV é Nancy de Souza e Silva, ou simplesmente D. Cici. Sempre disposta a conversar com todos que a procuram, ela foi a última dos que conheceram Verger e que continuam até hoje trabalhando no mesmo lugar. D. Cici é carioca e o primeiro contado que teve com o fotógrafo foi ainda no Rio de Janeiro, através de um livro que tinha fotos dele comparando a África com o Brasil. Em 1975 ela mudou-se para a Bahia e o conheceu pessoalmente, também na roça de Balbino. Só algum tempo depois, começou a trabalhar na fundação fazendo as legendas para suas fotos.</p>
<p>Hoje, ela é uma fonte de pesquisa viva para aqueles que buscam ali informações sobre a cultura negra. A religião de D. Cici é o candomblé. Ela é filha de Oxalá e seu conhecimento vai desde as danças de sua religião, o que atrai coreógrafos de todo o mundo, até as línguas africanas, que ela confesse não falar, mas conhece palavras, as pronúncias e algumas canções, como essa em yorubá:</p>
<p><em>Aráayé bàbá njéé·jèè, bàbá mo ri ó<br />
Aráayé bàbá njééjèè . bàbá mo ri o</em></p>
<p><em>Que tem a possível tradução em português como:<br />
A humanidade foi conduzida serenamente pelo Pai,<br />
Eu vi&#8230;</em></p>
<p>(Repete-se a primeira linha)</p>
<p>Negrizú, Dione, Jorge, Ângela, Luiza e D. Cici foram os primeiros a chegar na casa vermelha que se tornaria a FPV, quando ela era apenas a casa em que morava o pesquisador. Trabalhavam junto com ele, em uma sala ao lado do seu quarto. O espaço da fundação era o mesmo de sua casa, menos seu quarto no qual a princípio eles não entravam, mas que com o passar do tempo passou a ter o acesso permitido. Todos tentam manter as coisas mais ou menos da mesma maneira que sempre foram. Ainda se entra pela mesma porta e se podem ver as estatuetas que sempre estiveram perto dela. Suas plantas continuam no quintal e seu quarto está conservado como um pequeno museu. As fotos espalhadas por todos os lados fazem parecer que se pode esbarrar com aquele velhinho de saia em algum aposento.</p>
<p><strong>Consulta “espiritual”</strong></p>
<p>Hoje a fundação tem muitos outros funcionários. Entre eles, Noélia Cruz, responsável pela distribuição de livros e produtos: ‘‘Quando eu cheguei levei um susto. Isso aqui é uma casa não é uma empresa!’’. Mas a FPV não é só confundida com uma empresa. De vez em quando, Noélia atende telefonemas de pessoas que ligam querendo marcar uma consulta espiritual e ela precisa explicará-lhes que lá, a única consulta que pode ser feita é nos livros.</p>
<p>A pesquisadora Claudia Cerqueira do Rosário, professora de filosofia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e doutoranda em Ciência das Religiões, diz que veio à Bahia pesquisar. ‘‘Eu encontro aqui materiais que não encontro em bibliotecas de lá’’. Quando perguntada se ela tinha se interessado em conversar com D. Cici, ela se espantou e disse que não, pois sua pesquisa era científica, ela se interessava apenas pelos livros. Antes de saír perguntou a Eliane, secretária da fundação, e à Noélia, se poderia deixar uma moedinha para os Exus (umas estatuetas de metal do Orixá), que ficam atrás da porta de entrada. ‘‘Eu estava lendo sobre isso agora’’, afirmou. Eliane disse que sim, mas que os meninos da rua provavelmente iram pegar assim como fazem com as oferendas que deixam no bambuzal. Ela deixou mesmo assim.</p>
<p>Os pesquisadores chegam por vários motivos, alguns se interessam pelas fotos, outros querem pesquisar nos livros, uns querem saber histórias do candomblé, outros suas músicas e danças. Alguns se surpreendem ao ver uma das várias fotos de Verger e exclamam: ‘‘Oh! Ele era branco!’’. José Joaquim Araújo, ou simplesmente Juca, não veio nem por um motivo nem por outro. Ele assistiu à exposição comemorativa do centenário de Verger e, como sempre quis fazer trabalho um voluntário, decidiu que queria trabalhar na FPV.</p>
<p>Ele ajudou na biblioteca que é onde mais se pode usar a ajuda de voluntários, como Juca e como Katja Hölldampf. Estudante alemã de Letras, economia e cultura, intercambista pela Universidade Federal que escolheu a fundação porque já tinha trabalhado com economia em seu país e queria agora trabalhar com cultura. Chegou na FPV através de uma amiga que já tinha trabalhado ali como voluntária. ‘‘Eu gosto, pois enquanto eu catalogo os livros eu leio e estou aprendendo também’’, diz ela em um português superclaro para quem está no Brasil há menos de seis meses.</p>
<p>‘‘No dia 4 de novembro de 1932, tomei, sem grande convicção, aliás, uma curiosa decisão. Atingia naquele dia meu trigésimo aniversário, e a idéia de envelhecer me era bem desagradável. Achava que a idade de quarenta anos era o extremo limite aceitável para evitar tornar-me um velho caduco. Dizia-me que deveria suicidar-me, caso ainda estivesse vivo em 4 de novembro de 1942.’’ Como um leitor um pouco atento deve ter percebido, Verger não somente estava vivo em 1942, como também em 1946, quando chegou à Bahia, ou em 1982, quando escreveu essas palavras, aos 80 anos.</p>
<p>Em seu aniversário de 40 anos, ele estava em Cusco, no Peru, lendo um livro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lin_Yutang">Lin Yutang</a>, chamado ‘‘A importância de viver’’. Nessa ocasião, a vontade de terminar o capítulo foi maior que a de matar-se e assim continuou vivo até 1996. Morreu de morte natural no dia 11 de fevereiro de 1996, aos 94 anos, em sua casa em Salvador.</p>
<p>Seus antigos e novos colaboradores, como ele costumava chamar, conservam sua obra e expandem seu trabalho. ‘‘Talvez o meu sonhe seja continuar o trabalho de Verger, não deixar que desapareça&#8220;, afirma Ângela. Essa é a tentativa da fundação, seja através da Galeria através da exposição de suas fotos, da biblioteca que conserva seus livros, do Espaço Cultural na sua tentativa de apresentá-lo aos jovens ou através de D. Cici que como acredita Ângela talvez faça o papel desempenhado antes por Verger, de ensinar conversando. Como se lembram Jorge e Negrizú, ele acreditava que a melhor maneira de aprender com alguém é parando e observando o que essa pessoa faz, como ela vive.</p>
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		<title>Golpe da lista telefônica, fique atento!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 12:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Circo Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[O golpe da lista telefônica é antigo, mas ainda hoje existem pessoas que caem nele. Segundo a polícia, é aplicado por uma quadrilha paulistana. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5569" title="lista-tel-006" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/lista-tel-006.jpg" alt="lista-tel-006" width="603" height="203" /></p>
<p>Taísse Abreu</p>
<p>O golpe é antigo, mas ainda hoje existem pessoas que caem nele. O golpe da lista telefônica, como é conhecido pela polícia, é aplicado por uma quadrilha paulistana a partir de uma ligação feita às empresas com a intenção de extorquir dinheiro. A pessoa liga para a empresa perguntando pelo gerente. Explica, a seguir, que trata-se da empresa responsável pela distribuição de lista telefônica, informando que houve atraso na entrega das mesmas devido a erros cadastrais.</p>
<p>A suposta atendente então solicita do funcionário que ele confirme informações como endereço, telefone, nome fantasia, entre outras. Na maioria dos casos o funcionário da empresa confirma tais informações e ao final recebe uma orientação dos golpistas que um fax será enviado e que ele deverá ser assinado e carimbado, apenas para constar que as informações conferem.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5542" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/golpe-da-lista-telefonica-fique-atento/lista_telefonica/"><img class="alignleft" title="Lista_telefônica" src="../wp-content/uploads/2010/05/Lista_telef%C3%B4nica.bmp" alt="Lista_telefônica" width="200" height="176" /></a>Entretanto, o suposto fax onde deveria constar apenas os dados da empresa trata-se, na verdade, de um contrato entre as partes. Este contrato estabelece, entre outras cláusulas, que o contratante se submete aos critérios de cobrança da contratada (empresa golpista) e que o valor a ser pago será de 12 parcelas de aproximadamente R$ 400,00.</p>
<p>“O mais absurdo é que qualquer funcionário da empresa pode assinar este contrato já que a última clausula diz que a pessoa que assina declara estar devidamente habilitado a responder pela empresa”, informa Adrian Garcia, responsável pelo departamento financeiro de uma empresa que recebeu ligações constantes da quadrilha.</p>
<p>“Eu não caí no golpe porque já tinha ouvido falar dele e achei suspeito. Mesmo assim pedi que me enviassem o fax só para ter certeza e ver o nome da empresa”. A empresa a que se refere Adrian chama-se Espaço Brasil Empresarial. Eles têm telefone para contato, pagina na <em>web</em> e até um suposto serviço de atendimento ao consumidor.</p>
<p>Após a extorsão, os criminosos fazem ameaças, dizendo que, se não for pago o valor cobrado, a empresa terá o título protestado e enviado ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e ao Serasa.</p>
<p>Diversas queixas já foram registradas pelas Delegacias do Consumidor de todo o país. Nos registros constam empresas de grande e pequeno portes, consultórios médicos, escritórios de advocacia, entre outras ocorrências registradas diretamente nos juizados especiais, no Ministério Público, no Procon entre outros órgãos de proteção ao consumidor. A orientação é que as vítimas do golpe não paguem nenhuma prestação do boleto e as demais fiquem alerta e não dêem nenhuma informação</p>
<p>O Procon alerta que os contratos fechados via fax, telefone ou Internet são válidos. Recomenda ainda que quem estiver interessado em divulgar seus negócios procure saber se as empresas que oferecem anúncios existem mesmo, onde estão estabelecidas e há quanto tempo funcionam.</p>
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		<title>Centro de Educação Física da UFBa sofre com abandono</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 12:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prova dos Nove]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Construído no final da década de 70 em uma área nobre da Avenida Oceânica, em Ondina, o CEFE/UFBA possuiu inicialmente campo de futebol e boa estrutura esportiva, mas sofre com o abandono]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5524" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/centro-de-educacao-fisica-da-ufba-sofre-com-abandono/quadra_ufba/"></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-5533" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/centro-de-educacao-fisica-da-ufba-sofre-com-abandono/1quadra_ufba2/"><img class="alignleft size-full wp-image-5533" title="1quadra_ufba2" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/1quadra_ufba2.jpg" alt="1quadra_ufba2" width="499" height="267" /></a>Bárbara Lisiak</p>
<p>             Visitar o Centro de Educação Física e Esporte da UFBA (CEFE/UFBA) durante a semana, pela manhã, é completamente diferente de transitar pelo local nas tardes e noites de sexta-feira e nos finais de semana, em que o grande número de freqüentadores contrasta muito com as manhãs vazias. Mas independente do momento em que se visita o CEFE/UFBA, o abandono e o estado precário da estrutura do centro é evidente.</p>
<p>            Construído no final da década de 70 em uma área nobre da Avenida Oceânica, em Ondina, o CEFE/UFBA possuiu inicialmente um campo de futebol, uma área de atletismo, quadras descobertas e uma construção (aparentemente provisória) contendo dois banheiros, duas salas, uma copa e um almoxarifado. Nessa mesma época foi estabelecido um projeto de construção de um complexo esportivo completo, com um parque aquático, um ginásio poliesportivo com arquibancadas e alojamento, prédio para a Escola de Educação Física, uma arquibancada ao redor do campo de futebol oficial e duas entradas, uma pela orla (que existe atualmente) e outra por São Lázaro. Mas até hoje a ideia não saiu do papel.</p>
<p>            Enquanto isso, buscam-se alternativas. Por exemplo, na falta de piscina para as aulas práticas, os alunos utilizam a do colégio ISBA, localizado próximo ao CEFE/UFBA, e que em troca usa as quadras do centro esportivo. Mas esse acordo já gerou constrangimentos. “Teve colegas meus que sofreram preconceito, de chegar lá e alunos da FSBA chamar os alunos da UFBA de &#8216;os sem-piscina&#8217;”, denuncia Clayton César, estudante de Educação Física.</p>
<p>Insegurança           </p>
<p>            O local também serve de passagem para muitos transeuntes pelo fácil acesso, e os poucos seguranças não cobrem toda a região que possui muito mato, áreas desertas e está sem vigilância de câmeras. Os alunos tomam precaução através das dicas dadas pelos funcionários, evitando trazer aparelhos e objetos valiosos, pelo medo de deixar coisas nas salas e alguém levar, enquanto fazem as aulas práticas nas quadras ou no campo.</p>
<p>            “Não sabemos a intenção de quem frequenta o local. Até porque uma colega nossa já teve a câmera digital roubada durante a aula”, afirma Clara Lima, aluna de Educação Física. E continua: “Pela manhã fica um segurança de vigia enquanto as pessoas caminham na pista de atletismo. Mas somente um não é suficiente para todo esse campo”.</p>
<p>            A iluminação precária das quadras favorece o clima de insegurança e dificulta o uso dos estudantes e frequentadores para a prática e lazer. A maior quadra e o campo de futebol ficam sem luz. “Já aconteceu de um estudante conectar a bateria do carro às lâmpadas para melhorar a iluminação das quadras”, comenta Jaime Pinheiro Souza, administrador do CEFE/UFBA. “Já contatamos a Prefeitura do Campus, um funcionário vem ajeitar, mas o problema persiste.”</p>
<p>            A falta de manutenção do CEFE/UFBA também compromete as atividades esportivas. “Falta estrutura, as quadras possuem buracos, as travas estão soltas, há tabelas sem cestas e algumas nem tabela tem”, critica Alex Silva Maia, estudante de Educação Física. O campo e a pista de atletismo também estão em situação precária, com muito mato ao redor, além de contar com uma proteção provisória para os jogadores. A maioria das “reformas” é feita pelos frequentadores das comunidades do Calabar e Alto das Pombas, que ajeitam as travas com remendos e as sustentam com pedras.</p>
<p>            Mas mesmo sendo presença assídua no local, o pessoal de comunidades tem dificuldades para formalizar o uso das quadras através de ofícios. Romário Reis, morador do Alto das Pombas, há 10 anos frequentador do Centro de Esportes e Educação Física, não tem permissão para poder jogar, mas ele e os amigos já possuíram quando tinham um contato que intermediava a relação deles com o administrador do local, mas que tinham que renovar de mês em mês. “Sem esse contato, fica difícil conseguir o ofício. Chegamos aqui e perguntamos ao vigia se podemos jogar. Enquanto as pessoas que reservaram a quadra não chegam, a gente fica aqui”. Como afirma Ícaro Nascimento, também do Alto das Pombas, na falta de local para jogar onde moram (“Só se jogarmos na rua e, competir com os carros.”), o centro serve de espaço de lazer.</p>
<p>Reservas</p>
<p>Essa dificuldade de reservar as quadras é também um problema para próprios alunos da UFBA, como confirma o estudante de Geofísica, Felipe Sotero. Ele utiliza o local com os colegas toda sexta-feira, desde março de 2010, mas até hoje sem conseguir um ofício, já que além da manhã, não há profissionais para atender e monitorar o uso das quadras no CEFE/UFBA em outros turnos. “A gente vem ao centro para tentar conseguir uma quadra vaga. Mas quando não encontra, o pessoal se junta e terminam jogando todo mundo junto”, afirma Sotero.</p>
<p>            O banheiro é praticamente de uso coletivo, já que há somente um para utilização. “Sabonete e papel higiênico são luxo. Cada um tem que trazer o seu”, critica o estudante Clayton César. Os alunos do curso de Educação Física inclusive já foram à Prefeitura de Campus solicitar materiais, mas encontraram muita burocracia. “Há necessidade de obtenção de três orçamentos dos materiais (valor total abaixo de R$ 8 mil) e anexá-los a uma solicitação de compra e serviços de instalação a ser encaminhada à FACED para autorização da compra e execução dos serviços de instalação do material”, explica o estudante Silvio Romero da Silva.</p>
<p>            O sucateamento do Centro de Educação Física e Esporte está relacionado com o abandono do próprio curso de Educação Física da UFBA. A falta de manutenção do CEFE/UFBA dificulta o andamento das aulas. “Quando chove, as salas viram piscinas, por conta dos buracos no teto, fazendo com que os alunos se apertem nos espaços secos para poder assistir as aulas”, critica a estudante Clara Lima.</p>
<p>            “Teve caso de uma pessoa que caiu enquanto jogava bola, partiu o queixo e não tinha aqui nenhum material para auxiliar no primeiro socorro”, queixa-se Clara. E no verão, os alunos têm que suportar salas abafadas, já que alguns ventiladores não funcionam. Há também falta de materiais como computadores, tomadas, além de não haver cantinas e ter uma rede elétrica exposta e sem manutenção.</p>
<p>            Há boatos de que o centro possa ser vendido para uma rede hoteleira, transformando a região em resort por conta da localização privilegiada. Ou até ter investimento por conta da Copa de 2014, mas ser vendido para virar centro esportivo particular. Mas o administrador Jaime Pinheiro Souza fala que está previsto em julho uma reforma do prédio e transferência da coordenação do curso de Educação Física, que hoje se localiza no FACED, Canela, para o CEFE/UFBA Há também um projeto para reforma do campo e das quadras visando a Copa de 2014, que inclui a construção de piscina, mas ainda sem previsão para o início das obras.</p>
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		<title>Motociclistas encaram perigo no trânsito</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 12:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Circo Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre 2008 e 2009, ocorreram 8.276 acidentes envolvendo motociclistas em Salvador, com 6.961 feridos e 127 mortos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-5520" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/5515/acidente_moto-3/"><img class="alignleft size-full wp-image-5520" title="Acidente_moto" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/Acidente_moto2.jpg" alt="Acidente_moto" width="398" height="251" /></a>Tiago Lemos</p>
<p>Um motociclista morreu no dia 6 de maio após ter batido contra um poste na região do Iguatemi. Fatos como esse ocorrem com freqüência. Os motociclistas estão entre as principais vítimas nos acidentes de trânsito. A Assessoria de Comunicação da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) informou que entre 2008 e 2009, ocorreram 8.276 acidentes envolvendo motociclistas em Salvador, com 6.961 feridos e 127 mortos.</p>
<p> O número cada vez maior de veículos automotores e conseqüentemente de motos circulando por Salvador é um dos fatores determinantes para esse problema. Segundo a Transalvador, a frota de motos, de 2005 a 2009, cresceu cerca de 90%.</p>
<p> <strong>“Direção agressiva”</strong></p>
<p> Existe um problema na relação entre quem pilota automóveis e motocicletas. A direção defensiva, que é tão idealizada nas auto-escolas, acaba sendo esquecida, na maioria dos casos, quando motoristas e motociclistas se encontram no trânsito.</p>
<p>Os motociclistas não podem contar com muitos equipamentos de proteção, tendo como únicas alternativas o uso do capacete e de roupas grossas, e sofrem as piores conseqüências quando se envolvem em acidentes.</p>
<p> João Santos, 22, pilota sua Honda CG 150 desde que adquiriu sua carteira de habilitação e aponta a calma de cada indivíduo no trânsito como fator fundamental para diminuir esse problema. “Os motoristas precisam ter tranqüilidade nas ruas; governo e prefeitura não podem fazer nada se as pessoas não se conscientizarem”.</p>
<p>Para Carlos Conceição, 48, que possui um automóvel Gol, esses problemas só serão resolvidos quando motoristas e motociclistas se respeitarem. Para isso, o motorista afirma que é necessária a criação de políticas para educar a todos no trânsito.</p>
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		<title>A universidade na tela da TV</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 11:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio e Mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[151 universidades brasileiras produzem conteúdos audiovisuais em TV aberta, a cabo ou na Web. Em Salvador, três instituições de ensino superior produzem regularmente conteúdos audiovisuais.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-5511" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/a-universidade-na-tela-da-tv/tv_universitaria-2/"><img class="alignleft size-full wp-image-5511" title="TV_universitária" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/TV_universitária1.JPG" alt="TV_universitária" width="430" height="280" /></a>Adalton dos Anjos</p>
<p>O ano de 1968 marcou a criação da primeira emissora educativa no Brasil. Mantida pela Universidade Federal de Pernambuco, a TV universitária de Recife tinha como objetivo aproximar os temas debatidos na universidade para a sociedade, através de um meio que ganhava popularidade no país. Depois de mais de 40 anos, outras 151 universidades brasileiras passaram a produzir conteúdos audiovisuais em TV aberta, a cabo ou na Web.</p>
<p>Em Salvador, três instituições de ensino superior produzem regularmente conteúdos audiovisuais. Em 2001, a <a href="http://www.tv.ufba.br/">TV Ufba</a> foi criada tendo “como proposta fundamental construir um discurso audiovisual voltado para a promoção do conhecimento, cidadania, democratização da informação e construção de diálogo permanente dentro da Ufba e entre a Universidade e sociedade”, segundo a coordenadora da Tv Ufba,  Maria Christina Souza.</p>
<p>Já TV Uneb passou recentemente por uma reformulação e se adaptou completamente ao suporte digital e agora se chama <a href="http://www.webtv.uneb.br/">WebTv.Uneb</a>. A emissora da Universidade do Estado da Bahia tem a importante missão de lidar com as diferenças culturais, por conta da multicampia, nas produções de seus programas. A FTC ainda é a única que mantém a exibição dos seus programas em Tv aberta, na capital baiana, na faixa de programas independentes da TV Salvador.</p>
<p>A produção dos programas destas emissoras universitárias acaba sendo um campo de estágio para os alunos das próprias universidades. Entre as 12 pessoas que fazem parte da TV Ufba, duas são estudantes da Faculdade de Comunicação da Ufba (Facom). Na WebTv.Uneb, a participação dos alunos é prevista em um dos programas da emissora. “No programa <em>Vida de estudante </em>os estudantes participam produzindo diretamente o programa. O objetivo é fazer com que o estudante nos conte sobre sua vida e rotinas na universidade”, afirma Qhele Jemima, coordenadora da WebTv.Uneb.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Audiência</span></p>
<p>Apesar de as Tvs universitárias não terem como principal objetivo os índices de audiência disputados pelas Tvs abertas, elas se preocupam em deixar disponíveis para a sociedade os seus programas. A disponibilização do conteúdo das emissoras na internet ou a migração total do suporte, como fez a Tv universitária da Uneb, é uma saída utilizada pelos canais para que o alcance seja menos restrito.</p>
<p>A Tv FTC além de manter um canal no Youtube, participa da faixa de programas independentes entre quarta e domingo da Tv Salvador. A Tv UFBA exibe seus programas em monitores dispostos nos campi, alguns programas na Tv Cultura de São Paulo e na sua página na internet,.</p>
<p>O coordenador da Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU) Gabriel Priori, em palestra no lançamento da WebTV.Uneb, elencou as vantagens do uso do suporte digital para os canais universitários. Para ele, além do acesso que passa a ser possível de qualquer lugar do mundo, “a WebTv é personalizada a partir do momento em que o espectador controla a ordem ou o tempo da exibição”. O coordenador da ABTU também apontou diferenças na postura física do espectador; de um ser passivo e preparado para se entreter na Tv aberta, a um ser pronto para interagir na WebTv.</p>
<p>Um problema enfrentado pelas universidades públicas brasileiras é a escassez de recursos e por isso, tanto a Tv Ufba, quanto a WebTv.Uneb têm um número reduzido de funcionários, 12 e 9 respectivamente. Maria Christina Souza, coordenadora de Tv Ufba explica que tenta driblar estes entraves e afirma que “a TV busca o apoio e parcerias com instituições e órgãos governamentais, para proporcionar melhorias na construção de uma programação semanal que reflita todo o potencial da ciência e da cultura produzidas em nossa Universidade”</p>
<p>Segundo Qhele, coordenadora da WebTv.Uneb, existe um planejamento a longo prazo para que sejam estabelecidas parcerias com a Tv pública. Com isso o canal unversitário ampliaria sua visibilidade. Mas pondera e explica que neste momento inicial “a WebTv.Uneb deve se firmar neste suporte e só depois participar de outros espaços, como concorrer a editais, fazer um núcleo de documentários e aumentar o número de programas”.</p>
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		<title>HQs à mostra!</title>
		<link>http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/hqs-a-mostra/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 23:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés  Costa Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio e Mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[hqs]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposições de quadrinhos na Bahia
As histórias em quadrinhos sofrem de uma indefinição conceitual quanto ao seu status, por mais que se tenha tentado colocar em palavras claras a especificidade desse tipo de arte. Teóricos como Scott McCloud e Thierry Groensteen dedicaram parte de suas obras à conceituação das HQs, na busca por diferenciá-las das demais artes humanas. No entanto, ainda é muito comum que essa forma de arte seja tomada como uma espécie de literatura ou como um ramo da ilustração. Apesar dessa “indefinição” ser prejudicial – não há espaço nem editais específicos para os quadrinhos – ela também permite que as obras da chamada nona arte transitem tanto em livrarias e bibliotecas quanto galerias e museus. E é justamente sobre as exposições de arte de histórias HQs baianas que essa reportagem discorrerá.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-5503" title="Convite Axé Comics22222222222" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/Convite-Axé-Comics22222222222.gif" alt="Convite Axé Comics22222222222" width="584" height="197" />Exposições de quadrinhos na Bahia </em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>POR MARCELO LIMA</strong><br />
</em></p>
<div>As histórias em quadrinhos sofrem de uma indefinição conceitual quanto ao seu status, por mais que se tenha tentado colocar em palavras claras a especificidade desse tipo de arte. Teóricos como Scott McCloud e Thierry Groensteen dedicaram parte de suas obras à conceituação das HQs, na busca por diferenciá-las das demais artes humanas. No entanto, ainda é muito comum que essa forma de arte seja tomada como uma espécie de literatura ou como um ramo da ilustração. Apesar dessa “indefinição” ser prejudicial – não há espaço nem editais específicos para os quadrinhos – ela também permite que as obras da chamada nona arte transitem tanto em livrarias e bibliotecas quanto galerias e museus. E é justamente sobre as exposições de arte de histórias HQs baianas que essa reportagem discorrerá.</div>
<div>
<div>Wilton Bernardo, criador da <a href="http://www.oficinahq.com/" target="_blank">Oficina HQ</a> e diagramador, é provavelmente o maior curador de exposições de histórias em quadrinhos baianas. Ele já expunha trabalhos antes de se formar pela Escola de Belas Artes da UFBa, mas foi a partir da criação da Oficina HQ, em parceria com a escola de inglês EBEC, que começou a organizar suas exposições de quadrinhos, que contam com trabalhos próprios e de outros artistas. Dentre as mostras sob sua curadoria se destacam: “Releitura do Batman”, <a href="http://www.oficinahq.com/icones-pop/index.htm" target="_blank">“Ícones POP”</a>, <a href="http://www.oficinahq.com/Homem-Aranha-2007/index.htm" target="_blank">“45 anos de Homem-<img class="size-medium wp-image-5506 alignleft" title="Convite Axé Comics" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/Convite-Axé-Comics-150x300.gif" alt="Convite Axé Comics" width="231" height="463" />Aranha”</a> e atual “Axé Comics”. Segundo Wilton, a “Axé Comics” é uma exposição de artes gráficas, portanto não somente de quadrinhos, como também de ilustração e caricatura, e é a exposição que ele mais se esmerou para ser perfeita.</div>
<div>A Axé Comics surgiu de três fatos isolados, mas entrelaçados entre si: 1) como homenagem ao Dicionário de Baianês de Nivaldo Lariú e Nilson Lage,tido pelo curador como obra de valorização da baianidade; 2) aos 25 anos do axé, ritmo que ele conheceu em 1991 durante um show relâmpago de Daniela Mercury, na Escola de Engenharia. Naquela época ele nunca havia escutado sobre a cantora, mas ficou surpreso com a quantidade de fãs que ela tinha; 3) da busca pelo entrelaçamento entre quadrinhos e cultura popular, estimulada pela Ação Cultura Oficina HQ. A exposição foi patrocinada pela Caco de Telha Produções e esteve aberta à visitação entre os dias 30 de março e 22 de abril. Atualmente é possível acessar a versão on-line da exposição: <a href="http://www.oficinahq.com/axecomicsite/index.htm" target="_blank">http://www.oficinahq.com/axecomicsite/index.htm</a></div>
<div>Sobre seu processo de elaboração de uma exposição, Wilton afirma não pensar sobre um público específico e sim em boas ideias. A partir de conceitos que lhe agradam ele faz a seleção de artistas e de obras – para ele o profissionalismo do que vai ser exposto é essencial. Para os artistas que desejam criar suas próprias exposições, Wilton Bernardo indica o apoio oferecido pela <a href="http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/" target="_blank">Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb)</a> através de seus calendários de apoio e editais.</div>
<div>Joelma Felix, funcionária da Diretoria de Artes Visuais da Funceb, explica que a instituição incentiva a organização de exposições de quadrinhos por acreditar na existência de público para a arte sequencial e na ocupação de diferentes espaços como ferramenta para formação de público. Nesse sentido, o cartunista Rodrigo Minêu concorda, embora assinale a necessidade da aliança entre quadrinhistas e empresas privadas para que projetos quadrinhísticos possam se lançar com maior divulgação e qualidade.</div>
<div>
<div>Joelma Félix enumera duas exposições de quadrinhos realizadas pela Funceb: 1) Imagem em 5 Quadrinhos 2008: exposição coletiva de quadrinhos e cartuns que integrou a programação do XVII Festival Nacional de Vídeo em 5 Minutos, na Galeria Xisto Bahia, com apoio da Oficina de Quadrinhos e da DIMAS e contou com a participação de 15 artistas e com público  de 302 pessoas. Para esta exposição realizou-se uma chamada pública para quem quisesse participar; 2) Imagem em 5 Quadrinhos 2009: exposição nos mesmos moldes da de 2008, só que com um número menor de artistas, integrando também a programação do XVIII Festival Nacional de Vídeo em 5 Minutos, na Galeria Xisto Bahia, com público de 220 pessoas.</div>
<div><img class="alignleft size-full wp-image-5507" title="2008-09-19_convite_virtual" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/2008-09-19_convite_virtual.gif" alt="2008-09-19_convite_virtual" width="361" height="293" />Ela revela ainda dados sobre a evolução de editais da Funceb que contemplam os quadrinhos. Segundo ela, em 2007 não houve nenhum edital que permitisse inscrição de trabalhos de HQs e em 2008 existiu somente um. Tanto em 2009 quanto em 2010 esse número aumentou para dois editais em cada ano. O Calendário de Apoio a Projetos, que faz chamadas de projetos durante o decorrer do ano, sempre permitiu financiamento de projetos de HQs. Ainda não existe edital específico para a linguagem das HQs.</div>
<div>Apesar de todo apoio oferecido pela Funceb, o artista baiano Valmar Oliveira considera a burocracia para acessar esses apoios um obstáculo e duvida da qualidade do que é incentivado por órgãos governamentais como a Secretaria de Educação. Para ele, o maior desestímulo, no entanto, é outro. Ele diz: “já vi professores de arte, da faculdade de artes, falarem que hqs não são artes, e outros também afirmarem que é arte. Para mim, como artista e educador, é uma arte e não uma arte nova, pois ela vem sendo aperfeiçoada desde a pré-história e tomou a forma que conhecemos no final do século XIX e inicio do século XX. Mas ainda hoje é considerado cultura inútil, coisa para semi-letrados, e relegados a um terceiro plano, mesmo movimentando rios de dinheiro”.  Para Minêu, também há rejeição aos quadrinhos, o que ele considera lastimável “porque o cartunismo é uma arte muito verdadeira, sem espaços para artistas fraudulentos”.</div>
<div>
<div>Mesmo com todo o descrédito enfrentando pelos quadrinhos, Wilton Bernardo se mantém esperançoso e recomenda: “As coisas são lentas. Mas acho que sempre desejaremos mais atenção. É um fato que as artes gráficas precisam se desenvolver mais, ganhar mais espaço. Mas precisa partir dos artistas gráficos a vontade de realizar.”</div>
<div><strong>Editais abertos que contemplam projetos de HQs:</strong></div>
<div><strong>Calendário de Apoio a Projetos: </strong><a href="http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/calendario2010/index.htm" target="_blank">http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/calendario2010/index.htm</a></div>
<div><strong>MATILDE MATOS – APOIO À CURADORIA E MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES NO ESTADO DA BAHIA: <span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/editais/2010/05/matildematos/matildematos.html" target="_blank">http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/editais/2010/05/matildematos/matildematos.html</a></span></strong></div>
<div><strong>Bienal do Recôncavo: <span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.centroculturaldannemann.com.br/index_bienal.htm" target="_blank">http://www.centroculturaldannemann.com.br/index_bienal.htm</a></span></strong></div>
<div><strong>Rede Nacional Artes Visuais:</strong><a> http://www.funarte.gov.br/portal/2010/04/09/programa-rede-nacional-funarte-artes-visuais/</a></div>
<div><strong>Conexão Artes Visuais: </strong><a href="http://www.funarte.gov.br/portal/2010/03/25/funarte-e-minc-lancam-edital-do-conexao-artes-visuais-2010/" target="_blank">http://www.funarte.gov.br/portal/2010/03/25/funarte-e-minc-lancam-edital-do-conexao-artes-visuais-2010/</a></div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Guia do mochileiro da Espanha</title>
		<link>http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/guia-do-mochileiro-da-espanha/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 11:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passepartout]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei seis meses na Universidade de Santiago de Compostela na Galicia, Espanha no segundo semestre de 2009 e inspirada nas situações que vivi por lá e considerando que vejo meus colegas que estão prestes a viajar igualmente perdidos como estive há exatamente um ano, decidi escrever algumas impressões pessoais sobre a viagem que acredito, poderão ajudar alguém.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5496" href="http://www.lupa.facom.ufba.br/2010/05/guia-do-mochileiro-da-espanha/santiago_compostela/"><img class="alignleft size-full wp-image-5496" title="Santiago_compostela" src="http://www.lupa.facom.ufba.br/wp-content/uploads/2010/05/Santiago_compostela.bmp" alt="Santiago_compostela" /></a>Por Renata Vidal</p>
<p> Passei seis meses na Universidade de Santiago de Compostela na Galicia, Espanha no segundo semestre de 2009 e inspirada nas situações que vivi por lá e considerando que vejo meus colegas que estão prestes a viajar igualmente perdidos como estive há exatamente um ano, decidi escrever algumas impressões pessoais sobre a viagem que acredito, poderão ajudar alguém.</p>
<p>Para todos os países:<br />
<strong>REPÚBLICAS</strong>: Sempre que possível tente alojar-se nas repúblicas oferecidas pelas faculdades. Não é preciso ficar preocupado pensando que elas possam ser minimamente parecidas com as da UFBA. A de Santiago pelo menos é muito boa, confortável, bem localizada e relativamente barata, além de permitir o convívio com estudantes do país e com outros estrangeiros.<br />
<strong>VAGAS SÓ PARA UM ANO</strong>: Estejam atentos para o fato de que existem pensões para estudantes, mas é muito difícil encontrar alguma que esteja disposta a alugar um quarto por menos de um ano. Apartamentos também são preferencialmente alugados por um ano, mas é possível encontrar alguém disposto a alugar por seis meses, principalmente depois da crise, que na Espanha foi particularmente forte e se estende até os dias de hoje.<br />
<strong>PRIMEIRO SEMESTRE</strong>: Para os que pretendem passar seis meses, a menos que você queira curtir o frio, prefira ir no primeiro semestre do ano, pois assim já chegará no fim do inverno deles e ainda aproveitará a primavera, que é definitivamente a melhor estação por lá. Pegar o verão europeu também é legal porque apesar do calor de sertão (que acredite vai fazer!) você vai poder participar das melhores festas.<br />
<strong>EVITE</strong>: NÂO ceda à tentação de andar com brasileiros. Assim você nunca terá oportunidade de praticar o idioma do país em que está. Fuja deles! Tarefa que será difícil, uma vez que estamos abundantemente espalhados por todos os lados do globo.<br />
<strong>IDIOMA</strong>: Certifique-se que a universidade escolhida por você tem 100% das aulas em espanhol, ou no idioma que você quer aprender. Em Santiago, por exemplo, depende do curso e dos professores a escolha da língua usada, e ter aula em galego é perda de tempo, mas em basco ou catalão é simplesmente impossível.<br />
<strong>CIDADE GRANDE OU PEQUENA</strong>: Ir para uma cidade menor tem as vantagens de que será mais fácil encontra alojamento, tudo custará menos, será mais fácil se locomover e mais seguro, mas você não terá tanta variedade de lojas, festas e pessoas, além de estar mais suscetível a horário de funcionamento pouco ou nada apropriados para suas necessidades. As pessoas de cidades menores podem ser muito conservadoras as vezes, e eu pelo menos, sentia falta da miscigenação que existe nas cidades grandes, principalmente na Europa.<br />
<strong>COMPRAS</strong>: Aproveite para fazer suas comprar nas liquidações, que na Espanha acontecem no fim de fevereiro e em agosto. Você poderá comprar peças muito baratas e deixe para comprar coisas que não precisará usar por lá até 3 meses antes de voltar, para poder assim ter direito ao reembolso dos impostos sobre a mercadoria. Para isso você precisa fazer compras superiores a 90 euros (perece muito, mas as pessoas tendem a se empolgar com os preços) numa mesma loja, pedir a eles os papéis para o reembolso e entrega-los devidamente preenchidos na alfândega do país em que você embarque para fora da União Européia. A depender do bom humor do funcionário ele pode querer ou não ver as mercadorias, mas guardar as notas fiscais é essencial.</p>
<p>Peculiaridades espanholas:<br />
<strong>FECHADO</strong>: Acredite, a ´´siesta&#8220; é uma realidade e pode ter certeza de que ela anda vai lhe atrapalhar muito. Sempre que você precisar recarregar seu celular para fazer uma ligação importante, tirar uma fotocópia ou simplesmente estiver entediado e quiser entrar numa loja para poder passar o tempo, tudo estará fechado. Atualmente grandes redes, como Zara, já não fecham para o almoço.<br />
<strong>COMIDA</strong>: Acostume-se também com a idéia de que os restaurantes só abrem a partir das 11 e meia da manhã e fecharão suas cozinhas às 3 e meia da tarde só reabrindo para o jantar ás 20 horas, o que pode fazer com que você passe toda a tarde andando por Coruña procurando um lugar para almoçar e ouvindo em todas as bibocas que vendem comida que a cozinha já fechou ou esperar em um restaurante em Leon das 19 até as 20 horas esperando a cozinheira chegar, simplesmente porque você não tem mais energia para fazer outra coisa. Em cidades como Madrid e Barcelona é mais fácil comer na hora que se quer.<br />
<strong>GENTILEZA</strong>: Não espere muita gentileza dos vendedores, o mais provável é que eles sejam muito mal educados, e não ache que é pessoal, eles fazem isso com TODOS os clientes, sejam espanhóis ou estrangeiros.<br />
<strong>CONSULADO</strong>: Os funcionário do consulado não são mais educados ou tem mais boa vontade do que os vendedores espanhóis. Fique de olho para não perder os prazos, e corra atrás do seu visto!</p>
<p>Para alunos da UFBA:<br />
<strong>AAI</strong>: Não espere muita ajuda na AAI da UFBA, você precisa saber desde o início que a única coisa que eles farão por você é conseguir sua vaga, e reze para que a carta de aceitação chegue a tempo de você pedir o visto.<br />
<strong>PRAZO</strong>: Esse ano os alunos da UFBA interessados em fazer intercambio têm até o último dia útil de março para entregar a documentação exigida, e fiquem atentos porque em alguns casos mesmo se você só pensa em viajar no primeiro semestre de 2011 precisa fazer a requisição agora.</p>
<p>Mesmo planejando sua viagem com muito cuidado prepare-se para todo tipo de surpresa. Intercambio é uma experiência ótima e aconteça o que acontecer vai ser uma das coisas mais interessantes que você já fez na vida. Afinal, não é sempre que se tem vinte e poucos anos e se está perdido pela Europa.</p>
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