Nua e crua

Alinne+1(a)André Cerqueira e Louise Lobato

 “Google, Google, Google, meu filho!” É assim que Alinne Brandão, a garota de programa mais famosa de Salvador, justifica o seu sucesso.. Ao se procurar “prostitutas em Salvador” na internet, o seu blog é o primeiro que aparece nas páginas de pesquisas.

 

Alinne tem 21 anos e é garota de programa desde os 17 e tem o seu próprio, onde posta fotos e vídeos para possíveis clientes. A sergipana veio para Salvador por causa do “mercado de trabalho” e garante que ganha entre R$ 6 mil e R$ 10 mil por mês. Ela relata em seu diário virtual como foram as noitadas com os seus clientes, que geralmente recebem apelidos – o último, Cavalão, foi muito elogiado e recebeu nota 10 pelo prazer que proporcionou à moça e pela sua envergadura.

 

Alinne Brandão garante que seu diferencial é simplesmente “gostar do serviço.” Ela afirma que faz sexo por prazer, e que raramente trabalha só pelo dinheiro; além disso, orgulha-se de ter “comido” atores globais. Foi em um motel no Costa Azul, numa cama redonda de lençóis cor-de-rosa, assistindo filmes pornôs para “dar um clima”, que Alinne recbeu a equipe de reportagem do Lupa Digital e falou da sua vida, dos seus amantes e das cavalgadas.

 

LUPA: Já teve alguma proposta de viagem para o exterior?

Alinne: Já, já. Espanha sempre liga… Você não está ligado nisso não? É assim: eles “maqueiam” muito as ofertas deles, entendeu? Eu já vi meninas aqui em Salvador irem para lá e o cara pagar as passagens dela em Reais; chega lá quer que elas devolvam o dinheiro em euros. O triplo! Ela vai trabalhar e ele prende o passaporte dela até ela pagar tudo que ele gastou com a viagem, fica um ou dois anos sem ter dinheiro nenhum. Tem umas que têm sorte, mas eu bem aqui, gosto de brasileiro mesmo, tá ótimo.
F10: Quantos clientes você atende por mês? Tem um limite ou você atende o tanto que te procurar?
Alinne: Não sei, em média… Porque tem dias que eu atendo seis clientes, ou então um… O máximo que eu atendi foram oito em um mesmo dia, tava no limite, uma sexta-feira isso e, porra… Não ‘guentei, não vou mentir, porque assim: geralmente o cliente vem pra cá e dá duas ‘fodas’ né? Então imagine: oito clientes, 16 f.. Mas tem aqueles que gozam muito rápido. Aí vai dar três!

Você tem que atender bem o cliente. A melhor propaganda que tem é o boca-a-boca. Antigamente eu não tinha site nenhum, e o meu blog já aparecia estava na primeira página do Google. Não sei muito bem, mas hoje 100, 200 pessoas lêem meus textos diariamente. Hoje eu estava vendo lá, o número de visitantes em fevereiro tava em quase 98 mil visitantes.

 

F10: E qual é a coisa mais estranha que já te pediram pra fazer?

Alinne: Um cliente me deu dois laxantes pra tomar e depois me pediu pra defecar nele, não tinha como não fazer né? E o cara era professor era de faculdade, com PHD, mestrado…

 

F10: E mulher, já teve?

Alinne: Já, já atendi algumas mulheres sozinhas. A última que eu atendi foi marcante, a mulher é (sic) gata demais. Muito bonita. O marido dela queria que ela ficasse com outra mulher na frente dele. Ela viu o meu site, a gente saiu, foi uma loucura; a mulher era muito gata, parecia Sabrina Sato, tinha até aquele sinalzinho. E eu não uso acessório nenhum com mulheres… É um prato diferente.

 

F10: E com os homens, quais são os seus acessórios? Você tem aquelas bolinhas, vibrador, aqueles cremes de esquentar?

Alinne: Não, tem cliente que traz o vibrador, a p.. que ele quer, porque gostam de inversão né? Teve um cliente que trouxe uma de um negão, assim [gesticula] que brother! E era homem casado, viu? Um desses não procura um viado? Claro que procura! Aí é por isso que hoje o maior índice de AIDS é entre as mulheres casadas, porque a coitada acha que tá com um homem certinho…

 

F10: Então, Alinne, a pergunta clássica: por que você começou a fazer programa?

Alinne: Eu fui pelo tesão, por curiosidade. Na época eu estudava de manhã, no terceiro ano, e era secretária. Morava com meus pais. Aí eu comecei a entrar na internet e vi um monte de garotas de programa escrevendo lá no bate-papo da UOL… Aí depois eu queria ir para um show do Chiclete com Banana, só que meu salário não ia chegar tão cedo. Aí eu disse, ah, eu vou fazer um negócio desses, ver o que rola. Aí eu tirei uma foto minha de celular, fiz um Orkut ‘garota de programa’. Cobrava bem baratinho, não vou nem contar né, muito barato.

 

F10: E seus pais sabem?

Alinne: Sabem, mas não apóiam, que nenhuma família iria querer isso pra filha. Mas, assim…Eles aceitam. Fazer o quê? Eu sou de maior. Eles sabem que eu moro bem, que não fico com qualquer um…O nível de clientes que eu pego é bem grande, classe-média alta. Já peguei artista, tá? E Global! Peguei aqui em Salvador!

 

F10: Quais foram?

Alinne: Não falo. Eles estão no ar atualmente.

 

F10: E como foi que eles te descobriram?

Alinne: Ah, meu filho, Google, Google, Google!

 

Alinne+1(a)

Um Comentário para “ Nua e crua ”

  1. prodding@cynical.mesmerized” rel=”nofollow”>.…

    ñïñ çà èíôó….

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