Amigos do melhor amigo

Linda+e+amiguinhos+Abrigo Laís Vita

Quantas pessoas ainda se sentem chocadas ao ver um ser humano abandonado, sem lar e revirando restos de lixo pelas ruas da cidade? Diante do absurdo, poucos, talvez. E quantos realmente observam a quantidade de animais que vagam pelas ruas, sofrendo todos os tipos de maus tratos e abusos? Ainda menos, infelizmente.

Por não concordar com essa triste realidade que Carmine Linhares fundou, há quase 13 anos, o abrigo São Francisco de Assis, localizado no bairro de Paripe, em Salvador. O local é filiado à ABPA – Associação Brasileira Protetora dos Animais, fundada em 1939 por um grupo de pessoas que já naquela época se preocupavam com o número de bichos nas ruas da cidade. Quando Dona Carmine faleceu, os cerca de mil metros quadrados que compõem o abrigo, foram entregues aos cuidados dos outros voluntários que cuidavam do espaço, e atualmente está sob o comando da advogada Patruska Barreiro.

Hoje em dia são acolhidos 385 animais, sendo 350 cães e 35 gatos. Esses números variam de acordo com as adoções feitas e das mortes ocorridas. Diversos animais são resgatados pelos voluntários após serem mal-tratados e abandonados nas ruas, e, alguns são simplesmente deixados na porta do abrigo, dentro de caixas de papelão ou amarrados na porta. Tantos bichinhos ficam aos cuidados de apenas quatro funcionários, sendo que destes, somente um dorme à noite para vigiar e cuidar dos animais.

Ao chegarem ao novo lar, os cães e gatos são colocados em uma espécie de quarentena para avaliação veterinária. Após esse período, eles são levados ao canil que melhor se encaixe em seu perfil. Os mais agressivos ficam num local separado, assim como fêmeas e machos. A idade também é relevante: os mais velhos vivem juntos e os filhotes vão para a maternidade para que fiquem perto das fêmeas paridas. Tudo meticulosamente planejado para que tenham mais qualidade de vida e deixem para trás os tristes dias de fome e maus tratos.

Segundo Linda Porto, voluntária do abrigo há dez anos, os animais que são recebidos já passaram por diversos tipos de trauma, e por isso precisam e merecem toda a assistência. Para ela, entre as causas do descaso com os “hóspedes”, está a falta de ações eficazes que julguem e punam os autores destas barbáries: “Também falta conhecimento e educação da população sobre os direitos dos animais. As pessoas acham que eles podem ser descartáveis. Quando há um problema, como uma doença ou desajuste emocional, simplesmente os abandonam”, afirma.

Para garantir que o animal não passe por situação semelhante, existe toda uma explicação sobre os cuidados e responsabilidades que agregam a adoção. Os futuros donos assinam um termo de responsabilidade, onde fornecem seus dados e se comprometem a ter uma posse responsável, ou seja, abrigar, zelar e tratar o novo amigo com dignidade.

As feiras de adoção são realizadas mensalmente e o abrigo é um ponto constante para quem quer encontrar um novo cão ou gato. Basta assinar o termo, e eles saem de lá vacinados, vermifugados e saudáveis, bem diferente do modo em que chegaram. Caso não haja sucesso na adaptação à nova vida, o abrigo continua de portas abertas para recebê-los de volta.

Apesar da boa vontade de quem ajuda, o São Francisco de Assis atravessa constantes dificuldades para “respirar”. Mesmo diante da quantidade de animais que acolhe, não há nenhum suporte por parte dos órgãos públicos para ajudar com as despesas do abrigo, que vive apenas de doações de simpatizantes da causa animal, voluntários e cerca de 200 associados. O local vive correndo o risco de fechar as portas, e segue “matando um leão por dia”.

Tantas dificuldades poderiam ser evitadas com ações simples e conscientes. “Faço do amor e respeito aos animais um objetivo e ideal de luta”, reafirma Linda. Para que casos tão perversos não se repitam, o respeito ao próximo deve ser colocado em primeiro lugar, seja o próximo, neste caso, um gato, cachorro, passarinho ou lagartixa. A população, ao decidir acolher um novo animal de estimação deve vê-lo como um ser sensível, uma forma de vida, e não um objeto a ser exposto e descartado de forma irresponsável.

Quem quiser ajudar o abrigo, pode depositar qualquer quantia nas contas da ABPA:
1 – Banco Bradesco – Agência 3557-2, Conta Poupança 503.091-9
2 – Banco do Brasil – Agência 4278-1, Conta Corrente 90517-8

Para mais informações – contato@abpabahia.org.br ou visite o site – www.abpabahia.org.br

Um Comentário para “ Amigos do melhor amigo ”

  1. wreckage@jetliners.feat” rel=”nofollow”>.…

    hello….

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