A casa vermelha na Ladeira da Vila América

VergerFundo

Por Renata Vidal

Foto: Isaac Damasceno

‘‘Comecei a viajar, não tanto pelo desejo de fazer pesquisas etnográficas ou reportagens, mas por necessidade de distanciar-me, de libertar-me e escapar do meio em que tinha vivido até então, cujos preconceitos e regras de conduta não me tornavam feliz. Nele me tinham ensinado que havia duas categorias de pessoas. Aquelas cuja amizade era desejável cultivar, pois representavam um capital ‘relação’ e aquelas cujo convívio e ligações deviam ser desencorajados, devido ao pouco proveito moral ou material que delas se podia esperar’’. É assim que Pierre Verger explica, em seu livro 50 anos de fotografia, sua única publicação a conter escritos autobiográficos, as razões que lhe fizeram correr o mundo.

Pierre Edouard Leopold Verger, era francês, vindo de um mundo que dividia as pessoas de acordo com seus cartões de visita. Reconheciam-se como pessoas respeitáveis quem os possuía gravados em relevo, e eram considerados cidadãos de segunda classe aqueles cujos cartões fossem somente impressos. No ano de 1932 ele deixou seu país e começou a buscar uma forma de viver diferente da experimentada até então, na qual mais importava o status das pessoas e seus bens materiais do que quem elas eram ou o que tinham para ensinar.

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Foi essa razão que o levou até a Rússia comunista em outubro de 1932, quando se comemorava o aniversário de 50 anos da revolução, mas concluiu que viver de maneira a contradizer o ideal da sociedade burguesa era da mesma forma deixar que ela determinasse como deveria ser sua vida. Era exatamente isso o que ele não queria.

Seguiu viajando. Viagens, para ele, eram uma busca. Procurou por lugares como, Tahiti, EUA, Japão, China, Itália, Espanha, África, Paris, Londres, Antilhas, México, Filipinas, Indochina, Roma, Guatemala, Equador, Argentina, Peru, Bolívia, Paramaribo, Haiti, Cuba e Brasil nas décadas de 1930 e 1940, em muitos outros lugares em outras ocasiões. Nunca soube o que buscava, mas sabia o que não queria encontrar.

Fez,durante sua vida, amizade com os que possuíam cartões de visitas impressos e com muitos que não possuíam cartão algum. Confirmou, assim, como nem todas as pessoas respeitáveis que conheceu eram dignas e como muitos dos chamados “cidadãos de segunda classe” mereciam não só o seu respeito, mas a sua amizade.

Jubiabá

No dia 13 de abril de 1946, Verger chegou na cidade brasileira de Corumbá, vindo da Bolívia. De lá, partiu de navio até Nova Esperança, onde pegou um trem rumo a São Paulo. Nessa cidade encontrou seu amigo, o sociólogo francês Roger Bastide, que lhe contou de sua viagem a Bahia, destino final de Verger no Brasil, e da influência africana no estado. Mas, na realidade, a primeira vez em que ele tomara conhecimento da existência do lugar foi através da leitura de uma tradução francesa do romance Jubiabá, de seu futuro amigo, Jorge Amado.

Antes de poder seguir viagem, teve que legalizar sua situação como estrangeiro residente no país. Para isso, precisava comprovar que tinha um emprego. A solução surgiu graças a um contrato com a revista O Cruzeiro, para a qual iria mandar reportagens desde a Bahia.

‘‘Fui seduzido na Bahia pela presença de numerosos descendentes de africanos e por sua influência sobre a vida cotidiana desse lugar. Minha atenção era tão monopolizada por eles e pelos mulatos que, durante muito tempo, nem sonhava em apontar minha Rolleiflex em direção de pessoas de cores mais anêmicas.’’ Foi esse encantamento pela cultura negra, tanto no Brasil quanto na África, que o fez se aprofundar em estudos sobre esse tema. O fotógrafo que capturou imagens das culturas e lugares mais diversos ficou mais conhecido pelas fotos que fez dos negros brasileiros e africanos. Ele era também um pesquisador que, sem formação acadêmica, tornou-se etnógrafo devido ao seu enorme conhecimento sobre a cultura afro. Foi o seu interesse e familiaridade com candomblé a razão de se tornar pesquisador. Ganhou uma bolsa e em 1948 foi para a África desenvolver trabalhos de pesquisa para o IFAN (Instituto Francês da África Negra) que não se contentava apenas com suas fotos, mas lhe pedia também textos. E assim começou a escrever sobre tudo que tinha aprendido ao longo de suas viagens.

Pierre Fatumbi Verger já não era o mesmo homem que havia saído da França em 1932. Fatumbi significa ‘‘nascido de novo graças ao Ifá’’. Em texto de 1983, publicado pela revista Afro-Ásia, número 14, da Universidade Federal da Bahia, ele afirma: ‘‘Ifá, sistema de adivinhação dos iorubás, praticado pelos babalaôs (pai-do-segredo) que transmitem de geração em geração um enorme ‘‘corpus’’ de histórias tradicionais, classificadas nos duzentos e cinqüenta e seis odu ou sinais do Ifá’’.

Na Bahia, ele se tornou filho espiritual de Mãe Senhora, do terreiro do Opô Afonjá, que consagrou sua cabeça ao orixá Xangô. Mais tarde, na África, se tornou babalaô e, tempos depois, recebeu também de Mãe Senhora o título de Oju oba, ou olhos do rei, e o fez Obá de Xangô ou ministro de Xangô, acumulando, assim, sobre a cultura negra, além do conhecimento obtido através de pesquisas, o conhecimento de alguém que faz parte de sua religião.

Uma casa

Verger comprou uma casa na Bahia. Escolheu viver na Ladeira da Vila América no bairro da Vasco da Gama, em uma casinha vermelha, com um bambuzal à frente e um quintal que guarda até hoje as plantas trazidas de suas viagens, formando uma mancha verde em um lugar em que as casas, muito perto umas das outras, só permitem a presença de umas poucas e esparsas árvores. Por fim, suas viagens passaram a ser predominantemente entra a África e o Brasil.

Parou de fotografar nos anos 70, quando fez suas últimas viagens à África. Seu interesse voltou-se então para a preservação do material que havia acumulado durante todos os seus anos de pesquisa. 62 mil negativos fotográficos, somados a livros, artigos, gravações sonoras, filmes, documentos, correspondência, manuscritos e objetos. Por isso, em 1988, ele cria a Fundação Pierre Verger (FPV).

Antes mesmo da criação da FPV, o fotógrafo já tinha se rodeado de alguns colaboradores que acabaram por se tornar uma família que se mantinha unida em torno de sua figura. O primeiro a chegar foi Carlos Pereira dos Santos, no fim de 1987, que o procurou primeiramente para saber verdades e esclarecimentos sobre Xangô, mas acabou descobrindo muito mais coisas. Negrizu, como Carlos é mais conhecido, fez por merecer a confiança de Verger e assim começou a trabalhar para ele, a princípio levando e trazendo documentos da editora Corrupio, a responsável pela edição dos livros de Verger no Brasil. Ajudava-o com o que fosse preciso e, com o passar do tempo, tornou-se o responsável por seu arquivo fotográfico. É capaz de reconhecer cada foto, mas a sua preferida é a Adjaweré, tirada em Abomé no Benin, símbolo da exposição ‘‘O olhar viajante de Pierre Fatumbi Verger’’ que celebrou os 100 anos da chegada do pesquisador à Bahia.

Negrizu é dançarino e coreógrafo. Originário dos afoxés, é atualmente professor de dança afro no Espaço Cultural que existe em anexo à fundação. Conta que o trabalho e a amizade com o pesquisador influenciaram sua vida e a forma como encara sua arte. ‘‘Ele me fez ver a África como a África é’’.

Admirador da dança do seu povo, Negrizu nunca quis fazer dança folclórica, o que mais havia quando se tratava de dança negra, queria fazê-la do seu jeito, mesclando com dança moderna criando algo diferente do que se via até então. Aprendeu com Verger muita coisa que mudou sua forma de viver. Foi graças a ele que pôde viajar à África, e se tornou um artista mais pé no chão. ‘‘Ele me mostrou que o homem é (primeiramente) o ser humano depois é que vêm as outras funções.’’

A segunda a chegar foi Dione de Araújo Baradel. Sua presença na casa de Verger, assim como a de Negrizú e dos outros que ainda viriam, nos fazem pensar se todos não teríamos destinos previamente traçados. Seu irmão era professor na Aliança Francesa e soube que o pesquisador estava precisando de alguém para ajudá-lo a datilografar anotações. Quando começou a trabalhar, há 17 anos no fim de novembro, Dione era estudante de nutrição e não imaginava que ficaria por tanto tempo. ‘‘ Sempre que eu pensava em ir embora ele dava um jeito pra eu ficar.’’

Atualmente ela é superintendente da fundação, e já não é ali, como antes, a presença mais jovem. Ao falar do fotógrafo, se emociona e quase chora, revelando como é especial para todos ali tê-lo conhecido e fazer parte hoje do grupo que preserva seu trabalho e sua memória. ‘‘Vir para cá (para a FPV) foi um acaso, mas continuar não foi um acaso. Pode parecer presunção, mas eu sinto como se Verger tivesse me escolhido’’ afirma Dione. O mesmo tipo de acaso pareceu se repetir quando Jorge Antonio Ribeiro, vizinho de Verger desde menino, tornou-se também parte da família que iria acompanhar o pesquisador até a sua morte.

Mangas roubadas

Quando pequeno, Jorge roubava mangas no quintal do pesquisador com seus amigos. A presença das pessoas que sempre o procuravam atraia a curiosidade dos meninos do bairro. Apareciam sempre reis, presidentes e ministros, muitos falando línguas estranhas, amigos ilustres como o escritor Jorge Amado, o artista plástico Caribé e o compositor Dorival Caymmi, além dos muitos pesquisadores desconhecidos. Verger estava disponível para todos. Conversar com ele dependia apenas de seu humor. Jorge começou a estudar francês, não por influencia de Verger, que teria preferido que ele aprendesse línguas africanas, mas por sua própria vontade.

Atualmente, ele trabalha na Galeria Fundação Pierre Verger, localizada no Portal da Misericórdia no Centro Histórico. Um lugar criado em 5 de setembro de 2003 para melhor divulgar as obras do fotógrafo, e que abriga exposições renovadas a cada trimestre. Jorge foi o primeiro responsável pelos livros que formariam a biblioteca da fundação, já que as bibliotecárias só chegariam em 1992.

Batas e saias brancas

A atual bibliotecária, Luiza Inah de Almeida Vidal, substituiu a primeira que chegou à FPV e que só permaneceu por três meses sem conseguir ganhar a simpatia do fotógrafo. Ela lembra de haver se surpreendido ao conhecer Verger. ‘‘Ele era um velhinho bonitinho que vestia sempre batas e saias brancas com detalhes azul.’’ A princípio lhe pareceu que também não havia agradado muito o pesquisador, mas o tempo mostrou que, assim como os outros, ela também se tornaria sua amiga. Hoje só ouvir falar no fotógrafo a faz se emocionar.

Antes de Luiza, chegou à FPV Ângela Elisabete Lüning. Ângela é alemã e tinha acabado de se formar em música quando veio ao Brasil visitar amigos, se interessou pela musicalidade do candomblé e acabou conhecendo Verger na roça do pai de santo Balbino Daniel de Paula, em Lauro de Freitas, onde ficou um ano pesquisando.

Voltou para seu país e começou a estudar antropologia. Correspondia-se com o pesquisador por cartas e quando retornou ao Brasil a fundação havia sido criada há apenas alguns dias. Desde então ela faz parte da instituição. É professora de etno-musicologia na Universidade Federal e diretora secretária da FPV e foi a idealizadora do Espaço Cultural, que começou a partir de oficinas ministradas na fundação em 2002 e que, em 2005, começou a funcionar em um espaço anexo a casa do fotógrafo.

A idéia de criar esse espaço surgiu durante as comemorações do centenário de Verger, quando se percebeu que a comunidade vizinha à fundação não a conhecia e que ela não fazia nada no sentido de servi-los. A biblioteca, por exemplo, era sempre visitada por crianças do bairro que procuravam uma fonte de pesquisa para trabalhos escolares, mas nenhum dos vários livros que eles tinham serviam para pesquisas infantis, principalmente porque vários deles não estão escritos em português. ‘‘As pessoas (os moradores vizinhos da fundação) viam aquela casa vermelha e diziam que era uma escola’’ afirma Dona Margarida Francisca da Silva, moradora do bairro e atualmente funcionária da FPV.

Atualmente, o espaço conta com uma biblioteca voltada para as necessidades da comunidade, quartos para abrigar pesquisadores de fora, sala de informática, estúdio de audiovisual e várias oficinas, como, teatro, fotografia, dança afro e capoeira. Recentemente foi implantado um curso pré-vestibular. Sua manutenção se dá através de parcerias, voluntariado e da participação em projetos do Ministério da Cultura, como o Ação Griô, que fornece material e pessoal para trabalhar com as crianças, ensinando-as sobre a cultura popular.

Uma das pessoas mais interessantes da FPV é Nancy de Souza e Silva, ou simplesmente D. Cici. Sempre disposta a conversar com todos que a procuram, ela foi a última dos que conheceram Verger e que continuam até hoje trabalhando no mesmo lugar. D. Cici é carioca e o primeiro contado que teve com o fotógrafo foi ainda no Rio de Janeiro, através de um livro que tinha fotos dele comparando a África com o Brasil. Em 1975 ela mudou-se para a Bahia e o conheceu pessoalmente, também na roça de Balbino. Só algum tempo depois, começou a trabalhar na fundação fazendo as legendas para suas fotos.

Hoje, ela é uma fonte de pesquisa viva para aqueles que buscam ali informações sobre a cultura negra. A religião de D. Cici é o candomblé. Ela é filha de Oxalá e seu conhecimento vai desde as danças de sua religião, o que atrai coreógrafos de todo o mundo, até as línguas africanas, que ela confesse não falar, mas conhece palavras, as pronúncias e algumas canções, como essa em yorubá:

Aráayé bàbá njéé·jèè, bàbá mo ri ó
Aráayé bàbá njééjèè . bàbá mo ri o

Que tem a possível tradução em português como:
A humanidade foi conduzida serenamente pelo Pai,
Eu vi…

(Repete-se a primeira linha)

Negrizú, Dione, Jorge, Ângela, Luiza e D. Cici foram os primeiros a chegar na casa vermelha que se tornaria a FPV, quando ela era apenas a casa em que morava o pesquisador. Trabalhavam junto com ele, em uma sala ao lado do seu quarto. O espaço da fundação era o mesmo de sua casa, menos seu quarto no qual a princípio eles não entravam, mas que com o passar do tempo passou a ter o acesso permitido. Todos tentam manter as coisas mais ou menos da mesma maneira que sempre foram. Ainda se entra pela mesma porta e se podem ver as estatuetas que sempre estiveram perto dela. Suas plantas continuam no quintal e seu quarto está conservado como um pequeno museu. As fotos espalhadas por todos os lados fazem parecer que se pode esbarrar com aquele velhinho de saia em algum aposento.

Consulta “espiritual”

Hoje a fundação tem muitos outros funcionários. Entre eles, Noélia Cruz, responsável pela distribuição de livros e produtos: ‘‘Quando eu cheguei levei um susto. Isso aqui é uma casa não é uma empresa!’’. Mas a FPV não é só confundida com uma empresa. De vez em quando, Noélia atende telefonemas de pessoas que ligam querendo marcar uma consulta espiritual e ela precisa explicará-lhes que lá, a única consulta que pode ser feita é nos livros.

A pesquisadora Claudia Cerqueira do Rosário, professora de filosofia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e doutoranda em Ciência das Religiões, diz que veio à Bahia pesquisar. ‘‘Eu encontro aqui materiais que não encontro em bibliotecas de lá’’. Quando perguntada se ela tinha se interessado em conversar com D. Cici, ela se espantou e disse que não, pois sua pesquisa era científica, ela se interessava apenas pelos livros. Antes de saír perguntou a Eliane, secretária da fundação, e à Noélia, se poderia deixar uma moedinha para os Exus (umas estatuetas de metal do Orixá), que ficam atrás da porta de entrada. ‘‘Eu estava lendo sobre isso agora’’, afirmou. Eliane disse que sim, mas que os meninos da rua provavelmente iram pegar assim como fazem com as oferendas que deixam no bambuzal. Ela deixou mesmo assim.

Os pesquisadores chegam por vários motivos, alguns se interessam pelas fotos, outros querem pesquisar nos livros, uns querem saber histórias do candomblé, outros suas músicas e danças. Alguns se surpreendem ao ver uma das várias fotos de Verger e exclamam: ‘‘Oh! Ele era branco!’’. José Joaquim Araújo, ou simplesmente Juca, não veio nem por um motivo nem por outro. Ele assistiu à exposição comemorativa do centenário de Verger e, como sempre quis fazer trabalho um voluntário, decidiu que queria trabalhar na FPV.

Ele ajudou na biblioteca que é onde mais se pode usar a ajuda de voluntários, como Juca e como Katja Hölldampf. Estudante alemã de Letras, economia e cultura, intercambista pela Universidade Federal que escolheu a fundação porque já tinha trabalhado com economia em seu país e queria agora trabalhar com cultura. Chegou na FPV através de uma amiga que já tinha trabalhado ali como voluntária. ‘‘Eu gosto, pois enquanto eu catalogo os livros eu leio e estou aprendendo também’’, diz ela em um português superclaro para quem está no Brasil há menos de seis meses.

‘‘No dia 4 de novembro de 1932, tomei, sem grande convicção, aliás, uma curiosa decisão. Atingia naquele dia meu trigésimo aniversário, e a idéia de envelhecer me era bem desagradável. Achava que a idade de quarenta anos era o extremo limite aceitável para evitar tornar-me um velho caduco. Dizia-me que deveria suicidar-me, caso ainda estivesse vivo em 4 de novembro de 1942.’’ Como um leitor um pouco atento deve ter percebido, Verger não somente estava vivo em 1942, como também em 1946, quando chegou à Bahia, ou em 1982, quando escreveu essas palavras, aos 80 anos.

Em seu aniversário de 40 anos, ele estava em Cusco, no Peru, lendo um livro de Lin Yutang, chamado ‘‘A importância de viver’’. Nessa ocasião, a vontade de terminar o capítulo foi maior que a de matar-se e assim continuou vivo até 1996. Morreu de morte natural no dia 11 de fevereiro de 1996, aos 94 anos, em sua casa em Salvador.

Seus antigos e novos colaboradores, como ele costumava chamar, conservam sua obra e expandem seu trabalho. ‘‘Talvez o meu sonhe seja continuar o trabalho de Verger, não deixar que desapareça“, afirma Ângela. Essa é a tentativa da fundação, seja através da Galeria através da exposição de suas fotos, da biblioteca que conserva seus livros, do Espaço Cultural na sua tentativa de apresentá-lo aos jovens ou através de D. Cici que como acredita Ângela talvez faça o papel desempenhado antes por Verger, de ensinar conversando. Como se lembram Jorge e Negrizú, ele acreditava que a melhor maneira de aprender com alguém é parando e observando o que essa pessoa faz, como ela vive.

2 Comentários para “ A casa vermelha na Ladeira da Vila América ”

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  2. suitable@dived.elbow” rel=”nofollow”>.…

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