Violência persiste 153 anos após incêndio em fábrica de tecidos

Em 1857, diversas operárias que protestaram por melhores condições de trabalho foram trancadas e queimadas em uma fábrica de tecidos de Nova York. O episódio, ocorrido em 8 de março, deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

Nesta segunda-feira, 8, mais de um século depois, as mulheres ainda continuam sendo vítimas de atos de violência. Só em Salvador, foram registrados, pelas duas unidades da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam), de 1º de janeiro a 4 de março, deste ano,  2.194 ocorrências.

Além da persistência do problema, este número mostra que as vítimas passaram a denunciar mais, conforme avaliação da delegada Cely Carlos., titular da Deam do Engenho Velho de Brotas.

“A maioria dos casos de violência contra a mulher tem como agressor o companheiro da vítima. Esta, antes, silenciava, mas, hoje, procura a delegacia nos primeiros indícios de violência, pois estão mais confiantes na aplicação da penalidade prevista na Lei Maria da Penha. Contudo, o número de ocorrências não diminuiu”, pontua Cely. 

De acordo com a delegada, a principal causa da violência doméstica é cultural. “Os homens não foram e ainda não são criados para entender que são iguais às mulheres, até porque o homem é criado podendo fazer tudo e as mulher, com restrições”, avalia.

Efeitos psicológicos – Ainda existem mulheres que resistem em denunciar a agressão sofrida por medo de ameaças, dependência financeira ou um sentimento que nutre pelo agressor. “São situações relacionadas com questões psicológicas. A vítima, muitas vezes, não se dá conta do que faz, se vê presa e sem possibilidade de sair da relação”, explica a psicóloga Fernanda Landeiros.

A especialista chama atenção para os danos que podem ser causados na mulher a partir da violência, seja física ou moral. “A violência doméstica ocorre de vários modos. A agressão física é o ápice. Mas a agressão verbal também compromete a autoestima, podendo levar a um transtorno psíquico”, explica.

Cely Carlos, da deam

Cely Carlos, da deam

Um Comentário para “ Violência persiste 153 anos após incêndio em fábrica de tecidos ”

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