Jogador de futebol e universitário

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Jogadores de futebol buscam a faculdade para garantir um futuro melhor

Não é fácil conciliar a profissão de jogador de futebol com a de estudante universitário. Mesmo assim, há alguns jogadores que tentam vencer essa “dura partida” e exercer as duas funções. Estes jogadores estão atentos para a importância da educação e do conhecimento no currículo, devido a fatores como as dificuldades de sucesso na carreira e, principalmente, a vida após o encerramento da profissão. Porém, a sala de aula ainda está bem longe de ser um lugar atraente para a maioria dos atletas.

Stêfan

Contrariando a “cultura” de que jogador de futebol não precisa estudar, está Stêfan Figueiredo, 21, atleta da base do Vitória. O jovem veio do município de Brumado, no interior da Bahia, com apenas 10 anos de idade, para realizar o sonho de jogar futebol profissionalmente. Apesar da rotina cansativa de treinos diários e jogos, os estudos nunca deixaram de ser importante para ele e o incentivo dos pais só reforçaram a vontade do garoto de continuar estudando. Ir além do 2° grau sempre foi meta de Stêfan e um sonho de seus pais. “Minha mãe sempre diz que não vai morrer antes de ver os filhos formados numa faculdade”, diz a jovem promessa do Vitória. Outro motivo que o levou a fazer uma faculdade, foi à consciência de que a carreira de jogador é curta e pode ser interrompida antes do desejado.

Estefan

Stêfan cursou dois semestres do curso de fisioterapia e agora começará a fazer educação física. “Fisioterapia estava muito pesado para mim”, confessa. A escolha destes cursos está ligada à vontade de permanecer no futebol, caso não venha a dar certo como jogador. A maior dificuldade apontada por ele, para manter os estudos, é o cansaço. O desgaste causado pelos treinos diários, que ás vezes é realizado nos turnos matutino e vespertino, dificulta a sua permanência regular na sala de aula. O jogador considera que um dia perdido de aula é quase como perder um semestre, e isso só não acontece por causa da ajuda dos colegas do curso que copiam os assuntos para ele.

Futebol x Educação

Emerson

Nascido em Porto Alegre, Emerson Ferretti, 37, começou a jogar futebol com apenas oito anos, nas categorias de base do Grêmio. Com 17, terminou o 2° grau e entrou na faculdade, ao mesmo tempo em que passou para o time profissional do tricolor gaúcho. Aos 20, se tornou goleiro titular, e por conta disso, foi obrigado a abandonar a faculdade. “Não tinha como jogar toda quarta e domingo e estudar, era um desgaste muito grande. Físico e emocional”, explica o ex-goleiro.

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Além do Grêmio, durante a carreira, jogou nos times do Flamengo, América/RN, Ituano, Bragantino, Juventude, Bahia e Vitória. A troca freqüente de clubes o desanimava a fazer novamente uma faculdade. Em 2000, assinou contrato com o Bahia, clube no qual, permaneceu por cinco anos. Devido à segurança do tempo do contrato, Emerson resolveu voltar a fazer uma faculdade, mesmo ainda exercendo a profissão de jogador de futebol. Em 2005, ingressou no curso de Administração, numa faculdade particular de Salvador.

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Hoje, prestes a se formar, e já tendo encerrado a carreira de goleiro, tem vontade de voltar a atuar no futebol como gerente ou presidente de um clube. Pós-graduação também faz parte dos seus planos, ou até mesmo uma nova graduação, desta vez no curso de direito. Muito crítico com relação aos jogadores que não se interessam pelos estudos, acha uma vergonha quando numa entrevista o jogador fala errado, Emerson atribui isso a “cultura” de acharem que jogador de futebol não precisa estudar. “Quando a gente está na base, nada garante que vamos ter sucesso como jogador profissional no futuro. Então se você deixa de estudar, já está eliminando uma boa parte do que pode te ajudar mais pra frente. Se você não estudou vai fazer o que? Sei que é difícil conciliar, mas pelo menos o 2° grau tem que ter”, desabafa o ex-goleiro universitário.

Emerson

2 Comentários para “ Jogador de futebol e universitário ”

  1. [...] jogadores do Vitória fazem faculdade (todos pelo convênio já citado com a FTC). Nenhum deles reside no clube pelo fato de alguns já [...]

  2. ribbon@five.dakota” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî çà èíôó!…

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