Uma carta de amor

Por Mariana Reis

Essa é uma carta de amor. Um amor assim banal e confuso. Tão volátil que mal chegou e já se despediu, deixando para trás somente beleza. Como penetrou tão forte a minha alma se foram os olhos que se tocaram?

Queria te prender na mente, mas os contornos do seu sorriso perfeito insistem em ficar para trás. Suas mangas dobradas, seus olhos apertados, seus dentes brancos vão deixando lentamente minha lembrança. Não quero.

Quero é marcar você no meu corpo e mostrar esse amor tolo que acaba em si mesmo. Quero guardar aqueles poucos minutos como se um beijo fosse. Quero sonhar suas mãos. Quero me confundir com seu cheiro. Quero viver seus cabelos.

De real, me sobrou alguns nomes. De Marcelo ou Leandro te chamaram, mas eles não são você. Quero chamar Meu, desse jeito infantil como é sentimento.

Quero adivinhar seu rosto no rosto da multidão e ficar pelo menos com a tristeza de nunca te achar. Se o amor chegou de forma tão curta, que assim seja.  Antes esse carinho imaginado do que uma realidade cinza.

Por onde caminha seu sorriso nestas tardes de setembro? Deixa eu te amar em segredo, enquanto a vida segue. Sua voz disse coisas banais e, sem querer, avançou por entre as paredes e impregnou tudo. Lembro de sentir o fim.

- Melhoras, disse a voz.

E eu deixei a sala cheia de uma alegria e uma tristeza incomparáveis.

Mariana Reis cursa o sexto semestre de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia.

2 Comentários para “ Uma carta de amor ”

  1. foi sem vc que eu pude entender que nao e fasio viver sem te ter
    meu coraçao me diz que nao eu nao consigo viver sem voceeeeeeeeeee perdoe meus erros e veja oque sinto por vc….
    termino dizendo o seguinte;te amo para sempre

    Musicas:sem vc
    banda:rosa de sarom
    de sua irma:luana

  2. armide@viscous.reportorial” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî çà èíôó!…

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