Deficientes visuais superam as barreiras virtuais

Curso de informática para cegos da ABC

Curso de informática para cegos da ABC

A acessibilidade de deficientes visuais aos espaços físicos, mesmo  com todo desenvolvimento da sociedade contemporânea, continua sem grandes avanços. Mas as limitações físicas não impediram que eles conquistassem e dominassem outro espaço: o virtual.

Um grande exemplo disso é o técnico de programação, Jéferson Lisboa. Deficiente visual há 11 anos, Jéferson conheceu a informática através do Instituto do Cego da Bahia (ICB), a primeira entidade voltada para deficientes visuais a ser beneficiada pelo Programa de Informática na Educação Especial (Proinesp) do Ministério da Educação, em 2001. Percebendo que era possível ir além, se capacitou ainda mais na área, e hoje aos 30 anos, Jéferson é técnico de processos operacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-Ba) e coordena o curso de informática básica para cegos oferecidos pela Associação Bahiana de Cegos (ABC), “Precisamos parar com a idéia de que cego é coitadinho, devemos romper as barreiras e se capacitar para competir de igual com os videntes”, acrescenta.

A acessibilidade de cegos no mundo da informática se deu com o lançamento dos programas de leitores de tela, tais quais o Dosvox, Virtual Vision e o Jaws, que permitem não apenas ler e escrever textos no computador, mas também navegar com mobilidade na Internet.

A Bahia, segundo estado brasileiro com maior número de deficientes visuais, cerca de 16 mil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conta com a  Associação Baiana de Cegos para a inserção de deficientes visuais no mundo globalizado.

A instituição que oferece  diferentes projetos sociais, investe principalmente na capacitação profissional para o mercado de trabalho, através de cursos de informática e, para uma melhor assistência, inaugurou ontem (06/10) o seu  mais novo Infocentro com 21 computadores adaptados com softwares necessários para utilização de pessoas com deficiência visual.

Um sonho antigo do presidente da ABC, João Bosco Santa Rosa, deficiente visual congênito que não se entregou as limitações da doença, se tornando engenheiro elétrico  e grande defensor da inserção sem limites dos deficientes no mercado de trabalho. “Estamos dando um grande passo, trabalhamos na educação de pessoas junto ao mercado de trabalho, e essa é concretamente mais uma porta que se abre para essa realidade”, afirma João Bosco.

O curso, com carga horária de 160 horas, ensina o reconhecimento de teclado com DosVox, uso de Leitor de Tela, Windows, Internet, Outlook, Word e Excel. Para o presidente, o curso não só agrega como capacita e melhora a auto-estima de quem é discriminado, colocando-os no mesmo nível das pessoas ditas normais. “Para nós deficientes,  basta darmos uma única oportunidade”, salienta o presidente da ABC.

Um Comentário para “ Deficientes visuais superam as barreiras virtuais ”

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