Célebres fúnebres ou defuntos famosos?

Igreja da Vitória

Ivete Sangalo, Caetano Velloso, Gilberto Gil, Wagner Moura, Maria Betânia, Gal Costa, Lázaro Ramos, Xanddy… todas estas ilustres pessoas que dão o ar de sua graça e trazem muitas alegrias aos simples e reles mortais, um dia também hão de passar assim como outros já passaram.

Para uma cidade com as proporções de Salvador não é de se estranhar que muitos nomes ganhem destaque, que inúmeros famosos façam suas residências nesta cidade e muito menos que saiam nomes daqui com relevância nacional e até mesmo internacional. Além do mais, costuma-se dizer que “baiano não nasce, baiano estréia”. Mas não é somente da arte que surgem grandes nomes da história soteropolitana ou baiana, no geral.

Jazigo de Castro Alves, no Cemitério Campo Santo

Entre umas das peculiaridades desta grande cidade é a oportunidade de fazer um “tour” por lugares onde heróis, ídolos e famosos foram ou estão enterrados, ou onde apenas os seus restos mortais ainda “descansam”. Partindo de cemitérios, passando por igrejas até chegar no Fórum, não é difícil encontrar túmulos, mausoléus, jazigos e criptas de pessoas cuja genialidade e importância são ostensivamente reconhecidas.

O baiano Castro Alves que foi um dos grandes nomes do “Romantismo” na literatura nacional e de grande importância na luta pelo abolicionismo, faleceu em sua casa no bairro “Dois de Julho” (onde hoje funciona uma escola). Seu mausoléu ainda pode ser visto no Campo Santo, porém seus restos mortais foram transferidos em 1947 para um nicho que se encontra aos pés de sua estátua na Praça Castro Alves. Já seu amigo Ruy Barbosa possui uma cripta no fórum cujo nome foi dado em sua homenagem, no Campo da Pólvora. Sua importância como jurista, político, escritor, orador, filólogo, tradutor e diplomata é até hoje elogiada e reconhecida internacionalmente.

Lápide de Catharina Paraguassu

Retrocedendo um pouco na história do Brasil, entre duzentos e trezentos anos antes, nos deparamos com a ilustre figura de Catharina Paraguassu, a índia que casou com Caramuru (Diogo Álvares Correia), ambos personagens importantíssimos na construção da cidade de Salvador e o primeiro caso (reconhecidamente) de miscigenação no Brasil. Como era costume indígena, Catharina Paraguassu está enterrada verticalmente na parede da Igreja da Graça, sendo fácil o acesso ao seu jazigo, próximo ao altar. Já Caramuru, segundo alguns historiadores encontra-se enterrado no Mosteiro de Jesus, no Pelourinho, Centro Histórico da cidade. Seu genro Affonso Roiz também foi enterrado nos mesmos moldes que Paraguassu, na Igreja da Vitória, mesmo lugar onde se casou. Juntamente com ele, o esposo da neta de Caramuru, João Marante.

Lápide do esposo da neta de Caramuru, na Igreja da Vitória

Já no Jardim da Saudade, outro cemitério importante, encontra-se o tumulo de Raul Seixas com apenas uma humilde e singela lápide representando toda a sua grandiosidade e relevância para a música e o rock brasileiro.

Querendo ou não, não podemos deixar de falar do presunto mais recente, até o momento o último grande nome enterrado em terras tupinambás, ACM, Antonio Carlos Magalhães. Independente de ver suas atitudes e ações como boas ou ruins é preciso reconhecer a imponência de seu nome no cenário político nacional. Seu mausoléu está no Campo Santo, assim como o de seu filho, Luís Eduardo Magalhães e sua filha Ana Lúcia.

Igreja do Cemitério Campo Santo

Se você tiver interesse pelo assunto, Salvador é uma terra fértil para o tema. Basta procurar um pouco, andar pela cidade e pesquisar um tanto e será capaz de encontrar preciosidades e famosos ainda mais interessantes e de outras áreas se revirando a cada visitante que passar procurando por ele.

Um Comentário para “ Célebres fúnebres ou defuntos famosos? ”

  1. notching@buffoons.snuggled” rel=”nofollow”>.…

    áëàãîäàðåí!!…

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