O QR Code chega a Salvador

Famoso sobretudo no Japão, o código de barras que permite o armazenamento de texto, links para a internet e que pode ser lido por um celular já começa a marcar presença na capital baiana.

QR Code da Lupa Digital

QR Code da Lupa Digital

No dia 10 de dezembro de 2008, figuras como a que está ao lado começaram a aparecer nas páginas do jornal A TARDE. Cada uma delas é um QR Code, abreviação de Quick Response Code,  (Código de Resposta Rápida), um código de barras criado no Japão, em 1994.

No padrão mais utilizado hoje em dia, o código de barras clássico, desenvolvido pela IBM na década de 70, armazena 13 carateres numéricos. O QR Code, por sua vez, tem capacidade para armazenar 7.089 números ou 4.296 letras, e mesmo 2.953 bytes, a unidade de dados usada pelas ferramentas digitais, como os celulares. Isto lhe permite ser usado não somente para criar números de identificação, mas também texto e mesmo links para páginas na internet.

O exemplo acima guarda um link para acessar o site de Lupa Digital pelo celular. Para decodificá-lo, é necessário um celular com câmera e um pequeno software de interpretação instalado previamente. Ah, e claro: uma conexão com a internet.

A iniciativa de A Tarde de incorporar QR Codes na produção de notícias foi pioneira entre os veículos de comunicação no Brasil. Veja mais detalhes desta empreitada neste vídeo em que fala a coordenadora de novos negócios do grupo A Tarde, Ana Carolina Casais.

DA INDÚSTRIA PARA A CULTURA

O QR Code nasceu para otimizar a catalogação de peças na indústria automobilística, mas logo foi apropriado pelos mais diversos setores. No Japão ele está por todos os lados: nas vitrines, para que o próprio cliente consulte preços e mais informações sobre os produtos expostos; no metrô, onde é possível conseguir um mapa das linhas pelo QR Code; e até nas embalagens de sanduíches, para os interessados conferirem quantas calorias estão prestes a ingerir.

QR Code grafitado em muro no bairro do Garcia

QR Code grafitado em muro no bairro do Garcia

Tudo isto mostra que, mais do que nas possibilidades econômicas, é justamente nas potencialidades culturais que reside o fascínio para com o QR Code. Um dos projetos mais interessantes, o Semapedia tem o intuito de espalhar pelas cidades QR Codes com links para a Wikipedia e, assim, “conectar o mundo virtual e físico trazendo a informação da Internet para lugares relevantes do espaço físico.” Despontam também projetos de arte. De novo, Salvador não fica atrás: quem passar pelo bairro do Garcia, nas proximidades do colégio Antonio Vieira, poderá encontrar um enorme QR Code grafitado em um muro, com a inscrição “MEIO-FIO” abaixo. A reportagem de Lupa Digital infelizmente não conseguiu decodificar o conteúdo guardado ali.

PRINCIPAIS ENTRAVES

O Brasil tem mais de 150 milhões de aparelhos, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de janeiro deste ano; cerca de 29% deles possuem câmera, de acordo com levantamento da agência de mobile marketing Pontomobi. Estima-se, porém, que 80% dos celulares do País sejam pré-pagos, com um gasto médio de R$10 mensais. Este fator, reflexo das condições econômicas da nossa sociedade, somado ao alto custo da conexão por celular, constitutem os principais entraves para uma popularização mais rápida do QR Code no Brasil.

Saiba mais:

- Como instalar um leitor de QR Code em seu celular.
Artistas fazem os mais diversos usos do QR Code.
- QR Code 2.0: o código de barras será capaz de armazenar muito mais dados.

Um Comentário para “ O QR Code chega a Salvador ”

  1. O QRCODE do muro apponta para um vídeo do Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=K0xa2G7uHxA). O vídeo mostra uma intervenção feita a uma obra do artista plástico Bel Borba chamada “O Alçapão”. No vídeo três rapazes carregam um grande alçapão pelas ruas de Salvador enquanto um outro vai atrás com uma escada.

    Eles então chegam em um mural de Salvador onde pode-se ver cegonhas e eles colocam o alçapão no mural. Achei bem interessante a forma que eles encontraram de divulgar o vídeo.

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